Bets: pedidos de autoexclusão crescem 7 vezes na Copa do Mundo
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Bets: pedidos de autoexclusão crescem 7 vezes na Copa do Mundo

ResumoOs pedidos de autoexclusão em plataformas de bets cresceram quase sete vezes no Brasil durante as duas primeiras semanas da Copa do Mundo. Dados do Ministério da Fazenda indicam que a prevenção ao uso de dados superou a perda de controle como principal motivo para a solicitação.

Nas duas primeiras semanas da Copa do Mundo, os pedidos de autoexclusão em plataformas de bets cresceram quase sete vezes no Brasil. Dados do Ministério da Fazenda mostram que a prevenção ao uso de dados superou a perda de controle como principal motivo.

São Paulo, SP
Carlos Henrique Maia
Carlos Henrique Maia Especialista em direito imobiliário · 23 de julho de 2026 · 2 min de leitura
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A Copa do Mundo impulsionou um movimento inesperado no mercado de bets: o número de pessoas que pediram para ser bloqueadas em plataformas de apostas cresceu quase sete vezes. Mesmo com a publicidade massiva das casas de apostas durante as transmissões, os brasileiros recorreram à ferramenta de autoexclusão do governo federal.

A ferramenta foi lançada em dezembro do ano passado e permite que o cidadão cadastre seu CPF para bloquear o acesso simultaneamente em todos os sites legalizados de apostas. Segundo a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, nas duas primeiras semanas do torneio, o número médio de pedidos diários aumentou quase sete vezes.

Entre 15 e 28 de junho, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão registrou 17.866 pedidos por dia. Em maio, a média era de 2.594 solicitações diárias. Após o processamento, os pedidos impedem que as pessoas usem os próprios CPFs para apostar em bets autorizadas no país. Desde o lançamento, mais de 1 milhão de pessoas já se inscreveram no serviço.

Motivos dos pedidos mudam durante a Copa

O levantamento também mostrou uma mudança nos motivos alegados pelos solicitantes. Em maio, a maior parte dos pedidos (43%) era por perda de controle sobre o jogo. Já nas duas primeiras semanas da Copa, a prevenção do uso dos dados em plataformas de apostas passou a ser o principal motivo, apontado por 29,5% dos solicitantes. A perda de controle sobre o jogo ficou em segundo lugar, com 24,13%.

Como funciona a autoexclusão

Ao escolher a autoexclusão, o usuário deve informar os dados pessoais e optar por bloquear o acesso aos sites por tempo indeterminado ou por um período pré-determinado, que pode variar entre um e 12 meses. É uma medida que visa proteger o apostador, mas que exige cuidado documental: verifique se o CPF está correto e se o bloqueio foi aplicado em todas as plataformas autorizadas.

Suporte para compulsão por aposta

Além da plataforma, outra iniciativa voltada ao tratamento da compulsão por aposta é o teleatendimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde. A medida reforça a importância de buscar ajuda profissional em casos de dependência.

Perguntas Frequentes

O que é a plataforma de autoexclusão de bets?

É uma ferramenta do governo federal, lançada em dezembro, que permite bloquear o CPF em todos os sites legalizados de apostas simultaneamente.

Quantos pedidos foram feitos durante a Copa?

Entre 15 e 28 de junho, foram 17.866 pedidos por dia, contra 2.594 em maio, um crescimento de quase sete vezes.

Quais os principais motivos para pedir autoexclusão?

Em maio, a perda de controle sobre o jogo (43%) liderava. Na Copa, a prevenção ao uso dos dados (29,5%) assumiu a frente.

Como faço para me autoexcluir?

Acesse a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, informe seus dados pessoais e escolha o período de bloqueio, de 1 a 12 meses ou indeterminado.

O SUS oferece apoio para quem tem compulsão por aposta?

Sim, o Sistema Único de Saúde oferece teleatendimento gratuito voltado ao tratamento da compulsão por aposta.

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