Setores atingidos por tarifaço dos EUA: novo plano de socorro anunciado
O governo federal anunciou um novo plano de socorro para setores atingidos pelo tarifaço dos EUA. A medida abrange indústrias como siderurgia, alumínio e café, com linhas de crédito emergenciais e desoneração fiscal. Especialistas alertam para riscos cambiais e recomendações de v
O governo federal anunciou um novo plano de socorro para setores atingidos pelo tarifaço dos EUA, com medidas emergenciais de crédito e desoneração fiscal. A iniciativa, revelada em coletiva no Palácio do Planalto, busca conter os impactos das tarifas americanas sobre aço, alumínio e café. Para o comprador ou empresário, o documento essencial é o contrato de financiamento, que deve ser revisado por um advogado antes da assinatura.
O plano de socorro para setores atingidos pelo tarifaço dos EUA inclui três frentes principais: linhas de crédito do BNDES com juros subsidiados, desoneração do PIS/Cofins para empresas exportadoras e ampliação do prazo de pagamento de tributos federais de 30 para 60 dias. Segundo o Ministério da Fazenda, as medidas devem injetar cerca de R$ 12 bilhões na economia até o fim do ano. A expectativa é que 80% dos recursos cheguem às pequenas e médias empresas.
Setores mais afetados
Os setores mais expostos ao tarifaço dos EUA são a siderurgia, com exportações de aço avaliadas em US$ 3,2 bilhões em 2025 (Instituto Aço Brasil), e o alumínio, cujas vendas aos EUA somaram US$ 1,1 bilhão no mesmo período (Associação Brasileira do Alumínio). O café, que responde por 15% das exportações brasileiras para o mercado americano, também está na mira das tarifas. Um erro comum é acreditar que o plano cobre todos os prejuízos: a cobertura é limitada a 70% do faturamento exportador, e a empresa deve comprovar perdas documentadas. A verificação preventiva inclui a análise do contrato de câmbio e das notas fiscais de exportação.
Linhas de crédito e condições
O BNDES vai operar duas linhas de crédito: a Emergencial Exportação, com taxa de 8,5% ao ano e carência de 12 meses, e a Capital de Giro para Exportadores, com juros de 7,2% ao ano e prazo total de 48 meses. As empresas precisam comprovar que 60% do faturamento veio de exportações para os EUA nos últimos 12 meses. crédito BNDES para exportadores O prazo de adesão vai até 31 de dezembro de 2026.
Desoneração fiscal e prazos
A Receita Federal publicou a Instrução Normativa nº 2.345/2026, que reduz a zero as alíquotas de PIS e Cofins sobre a receita de exportação para os EUA nos setores de siderurgia, alumínio e café. A medida vale por 12 meses, a partir de julho de 2026. Para a indústria de transformação, a alíquota de IPI caiu de 5% para 2% para produtos acabados exportados. Um caso concreto: uma siderúrgica de Minas Gerais que exporta 80% de sua produção para os EUA poderá reduzir sua carga tributária em R$ 2,5 milhões ao ano.
Impactos e riscos
Dados do Banco Central indicam que a taxa de câmbio pode oscilar entre R$ 5,20 e R$ 5,80 no segundo semestre, o que afeta diretamente o custo das exportações. A recomendação é que as empresas contratem hedge cambial para proteger as receitas. Para o comprador de imóveis, o alerta é outro: a volatilidade cambial pode impactar contratos de construção com insumos importados, como aço e alumínio. A verificação documental preventiva, nesse caso, inclui a análise do contrato de fornecimento com cláusula de reajuste por variação cambial.
Perguntas Frequentes
Quais setores são mais afetados pelo tarifaço dos EUA?
Os setores de siderurgia (aço), alumínio e café são os mais impactados, com exportações superiores a US$ 4 bilhões ao ano para os EUA.
Como funciona o plano de socorro do governo?
O plano oferece linhas de crédito subsidiadas pelo BNDES, desoneração de PIS/Cofins e IPI, e ampliação de prazos para pagamento de tributos federais.
Quem pode aderir ao plano?
Empresas que comprovem que 60% do faturamento veio de exportações para os EUA nos últimos 12 meses, com faturamento anual de até R$ 300 milhões.
Qual o prazo para aderir?
As empresas têm até 31 de dezembro de 2026 para solicitar as linhas de crédito e a desoneração fiscal.
O plano cobre todos os prejuízos?
Não. A cobertura é limitada a 70% do faturamento exportador, e a empresa deve comprovar perdas documentadas com notas fiscais e contratos de câmbio.
O que fazer se a empresa não se enquadrar?
Empresas fora dos critérios podem buscar linhas de crédito convencionais do BNDES ou negociar prazos com a Receita Federal via parcelamento especial.