Setores atingidos por tarifaço dos EUA: novo plano de socorro anunciado
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Setores atingidos por tarifaço dos EUA: novo plano de socorro anunciado

ResumoO governo federal anunciou plano de socorro para setores atingidos pelo tarifaço dos EUA. A medida inclui linhas de crédito emergenciais e desoneração fiscal para indústrias como siderurgia, alumínio e café. Especialistas alertam para riscos cambiais e recomendam cautela na implementação.

O governo federal anunciou um novo plano de socorro para setores atingidos pelo tarifaço dos EUA. A medida abrange indústrias como siderurgia, alumínio e café, com linhas de crédito emergenciais e desoneração fiscal. Especialistas alertam para riscos cambiais e recomendações de v

São Paulo, SP
Carlos Henrique Maia
Carlos Henrique Maia Especialista em direito imobiliário · 17 de julho de 2026 · 3 min de leitura
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O governo federal anunciou um novo plano de socorro para setores atingidos pelo tarifaço dos EUA, com medidas emergenciais de crédito e desoneração fiscal. A iniciativa, revelada em coletiva no Palácio do Planalto, busca conter os impactos das tarifas americanas sobre aço, alumínio e café. Para o comprador ou empresário, o documento essencial é o contrato de financiamento, que deve ser revisado por um advogado antes da assinatura.

O plano de socorro para setores atingidos pelo tarifaço dos EUA inclui três frentes principais: linhas de crédito do BNDES com juros subsidiados, desoneração do PIS/Cofins para empresas exportadoras e ampliação do prazo de pagamento de tributos federais de 30 para 60 dias. Segundo o Ministério da Fazenda, as medidas devem injetar cerca de R$ 12 bilhões na economia até o fim do ano. A expectativa é que 80% dos recursos cheguem às pequenas e médias empresas.

Setores mais afetados

Os setores mais expostos ao tarifaço dos EUA são a siderurgia, com exportações de aço avaliadas em US$ 3,2 bilhões em 2025 (Instituto Aço Brasil), e o alumínio, cujas vendas aos EUA somaram US$ 1,1 bilhão no mesmo período (Associação Brasileira do Alumínio). O café, que responde por 15% das exportações brasileiras para o mercado americano, também está na mira das tarifas. Um erro comum é acreditar que o plano cobre todos os prejuízos: a cobertura é limitada a 70% do faturamento exportador, e a empresa deve comprovar perdas documentadas. A verificação preventiva inclui a análise do contrato de câmbio e das notas fiscais de exportação.

Linhas de crédito e condições

O BNDES vai operar duas linhas de crédito: a Emergencial Exportação, com taxa de 8,5% ao ano e carência de 12 meses, e a Capital de Giro para Exportadores, com juros de 7,2% ao ano e prazo total de 48 meses. As empresas precisam comprovar que 60% do faturamento veio de exportações para os EUA nos últimos 12 meses. crédito BNDES para exportadores O prazo de adesão vai até 31 de dezembro de 2026.

Desoneração fiscal e prazos

A Receita Federal publicou a Instrução Normativa nº 2.345/2026, que reduz a zero as alíquotas de PIS e Cofins sobre a receita de exportação para os EUA nos setores de siderurgia, alumínio e café. A medida vale por 12 meses, a partir de julho de 2026. Para a indústria de transformação, a alíquota de IPI caiu de 5% para 2% para produtos acabados exportados. Um caso concreto: uma siderúrgica de Minas Gerais que exporta 80% de sua produção para os EUA poderá reduzir sua carga tributária em R$ 2,5 milhões ao ano.

Impactos e riscos

Dados do Banco Central indicam que a taxa de câmbio pode oscilar entre R$ 5,20 e R$ 5,80 no segundo semestre, o que afeta diretamente o custo das exportações. A recomendação é que as empresas contratem hedge cambial para proteger as receitas. Para o comprador de imóveis, o alerta é outro: a volatilidade cambial pode impactar contratos de construção com insumos importados, como aço e alumínio. A verificação documental preventiva, nesse caso, inclui a análise do contrato de fornecimento com cláusula de reajuste por variação cambial.

Perguntas Frequentes

Quais setores são mais afetados pelo tarifaço dos EUA?

Os setores de siderurgia (aço), alumínio e café são os mais impactados, com exportações superiores a US$ 4 bilhões ao ano para os EUA.

Como funciona o plano de socorro do governo?

O plano oferece linhas de crédito subsidiadas pelo BNDES, desoneração de PIS/Cofins e IPI, e ampliação de prazos para pagamento de tributos federais.

Quem pode aderir ao plano?

Empresas que comprovem que 60% do faturamento veio de exportações para os EUA nos últimos 12 meses, com faturamento anual de até R$ 300 milhões.

Qual o prazo para aderir?

As empresas têm até 31 de dezembro de 2026 para solicitar as linhas de crédito e a desoneração fiscal.

O plano cobre todos os prejuízos?

Não. A cobertura é limitada a 70% do faturamento exportador, e a empresa deve comprovar perdas documentadas com notas fiscais e contratos de câmbio.

O que fazer se a empresa não se enquadrar?

Empresas fora dos critérios podem buscar linhas de crédito convencionais do BNDES ou negociar prazos com a Receita Federal via parcelamento especial.

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