Dólar encosta em R$ 5,10 com tarifaço e tensão global, Análise
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Dólar encosta em R$ 5,10 com tarifaço e tensão global, Análise

ResumoO dólar comercial encostou em R$ 5,10 nesta semana, impulsionado por tarifaço e tensão global. Dados do Banco Central mostram a trajetória da moeda nos últimos dias. Fatores como tarifas comerciais e incertezas geopolíticas pressionam a cotação.

O dólar comercial encostou em R$ 5,10 nesta semana, impulsionado por tarifaço e tensão global. Dados do Banco Central mostram a trajetória da moeda nos últimos dias. Entenda os fatores e as perspectivas.

São Paulo, SP
Vanessa Rocha
Vanessa Rocha Colunista de imóveis de alto padrão · 17 de julho de 2026 · 2 min de leitura
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O dólar comercial encostou em R$ 5,10 nesta quinta-feira (16), cotado a R$ 5,0975 na PTAX de venda, segundo o Banco Central. O movimento reflete o tarifaço implementado por grandes economias e a escalada da tensão global, que elevam a aversão a risco e pressionam moedas emergentes.

Dólar encosta em R$ 5,10: a trajetória recente

A cotação do dólar comercial vem oscilando perto da marca psicológica de R$ 5,10 desde o início de julho. No dia 9, a PTAX de venda foi de R$ 5,1329 (Banco Central). Já no dia 10, recuou para R$ 5,1088. Na semana passada, o movimento se intensificou: na segunda-feira (13), fechou em R$ 5,1183; na terça (14), em R$ 5,0742; e na quarta (15), em R$ 5,0727. A alta acumulada no mês é de cerca de 0,5%, com o pico do período em 9 de julho.

Os motivos por trás da alta do dólar

O tarifaço global é o principal motor. Desde junho, Estados Unidos e China intensificaram tarifas recíprocas sobre produtos estratégicos, o que reduziu o fluxo de comércio e aumentou a incerteza sobre o crescimento mundial. A tensão geopolítica, com conflitos no Leste Europeu e no Oriente Médio, agrava o cenário, estimulando a fuga para ativos seguros, como o dólar. O real, por ser uma moeda emergente, sofre mais nesse contexto.

O que esperar para o câmbio nos próximos dias

A marca de R$ 5,10 é um suporte psicológico. Se o dólar romper esse patamar com consistência, pode abrir caminho para novas máximas. Por outro lado, uma trégua nas tarifas ou um acordo diplomático pode aliviar a pressão. O mercado acompanha de perto os próximos passos do Banco Central, que pode realizar leilões de linha para conter a volatilidade.

Perguntas Frequentes

O dólar vai continuar subindo?

Depende da evolução do tarifaço e da tensão global. A tendência de curto prazo é de volatilidade, com o dólar oscilando entre R$ 5,05 e R$ 5,15.

O que é PTAX de venda?

É a taxa de câmbio calculada pelo Banco Central, usada como referência para contratos e operações cambiais. A PTAX de venda reflete o preço pelo qual os bancos vendem dólar.

Como o tarifaço afeta o câmbio?

Tarifas elevadas reduzem o comércio internacional e aumentam a incerteza, levando investidores a buscar proteção no dólar, o que pressiona moedas como o real.

O Banco Central pode intervir?

Sim. O BC pode realizar leilões de linha (venda de dólar) ou swaps cambiais para conter a volatilidade e evitar que a cotação fuja do controle.

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