CNI mantém projeção de alta de 2% do PIB para este ano
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CNI mantém projeção de alta de 2% do PIB para este ano

ResumoA Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve em 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para este ano. O Informe Conjuntural do 2º Trimestre da CNI prevê avanço moderado, com destaque para indústria extrativa, agronegócio e serviços, mas alerta para riscos no cenário econômico.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve em 2% a projeção de crescimento do PIB brasileiro para este ano, conforme o Informe Conjuntural do 2º Trimestre. A entidade prevê avanço moderado, com destaque para indústria extrativa, agronegócio e serviços, mas alerta para jur

São Paulo, SP
Adriana Pontes
Adriana Pontes Especialista em imóveis na planta e incorporação · 22 de julho de 2026 · 4 min de leitura
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CNI mantém projeção de alta de 2% do PIB para este ano

A CNI manteve em 2% a projeção de crescimento do PIB para este ano, conforme o Informe Conjuntural do 2º Trimestre. A economia deve avançar em ritmo moderado, impulsionada pela indústria extrativa, agronegócio e serviços, mas limitada por juros elevados, inflação persistente e aumento das importações.

Projeção de crescimento do PIB em 2026

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve em 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para este ano. A estimativa consta no Informe Conjuntural do 2º Trimestre, divulgado nesta quarta-feira (22).

A entidade prevê que a economia deve continuar avançando em ritmo moderado, impulsionada principalmente pela indústria extrativa, pelo agronegócio e pela resiliência do setor de serviços.

Apesar do cenário positivo para alguns segmentos, a confederação alerta que juros elevados, inflação persistente, custos de produção mais altos e o aumento das importações devem limitar uma recuperação mais robusta da atividade econômica.

Setores que puxam a economia

A CNI revisou para cima a expectativa de crescimento da indústria este ano, impulsionada principalmente pela atividade extrativa, beneficiada pelo aumento da produção de petróleo e menos afetada pelos juros elevados.

Na indústria de transformação, apesar da melhora na projeção, o setor continua pressionado pelo avanço das importações, pelos juros altos e pelo aumento dos custos decorrentes da guerra no Oriente Médio. Apenas sete dos 24 segmentos industriais apresentam crescimento, segundo a entidade.

A construção civil deve ganhar impulso com medidas governamentais voltadas ao crédito habitacional e aos investimentos em infraestrutura.

A expectativa de uma nova safra recorde, especialmente de soja, aliada ao crescimento da produção animal, levou a CNI a elevar pela segunda vez consecutiva a projeção para a agropecuária.

Mesmo diante do aumento dos custos de insumos provocado pelo conflito no Oriente Médio, o setor deve apresentar desempenho superior ao previsto anteriormente.

O setor de serviços continua sendo sustentado pelo mercado de trabalho, pelas vendas do varejo e pelos segmentos de informação e comunicação. No entanto, o aumento da inadimplência das famílias, o maior endividamento e os juros elevados reduziram a expectativa de crescimento.

Inflação e juros: os entraves

A CNI também revisou para cima a projeção da inflação para este ano. A expectativa é de que alimentos, combustíveis e a inflação de serviços mantenham pressão sobre os preços ao consumidor.

Diante da inflação persistente e da piora do cenário fiscal, a CNI reduziu a expectativa de queda da taxa básica de juros. Agora, a previsão é de apenas dois cortes de 0,25 ponto percentual ao longo de 2026.

Segundo a entidade, caso as projeções se confirmem, a política monetária permanecerá em nível bastante restritivo durante todo o próximo ano.

Riscos fiscais e internacionais

O cenário fiscal também preocupa a entidade. Embora a arrecadação federal deva crescer, o aumento das despesas públicas deve manter as contas do governo no vermelho, elevando o endividamento do país.

Em nota, o diretor de Economia da CNI, Mario Sergio Telles, destacou que o crescimento continuará sustentado pelos setores ligados às commodities e por estímulos à demanda. Segundo ele, a política monetária restritiva e as fragilidades fiscais permanecem como entraves para uma expansão mais acelerada.

No ambiente internacional, a guerra no Oriente Médio continua sendo apontada como o principal fator de risco para a economia brasileira. O conflito elevou os custos de combustíveis, energia e fertilizantes, embora a CNI avalie que essa pressão possa diminuir ao longo do ano diante do aumento esperado da oferta mundial de petróleo.

Outro ponto de atenção é o avanço das importações de bens de consumo, que ocorre em meio à desaceleração da indústria nacional.

A entidade ressalta, porém, que esse cenário poderá ser alterado caso avancem as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, fator que pode afetar o desempenho das exportações ao longo de 2026.

Perguntas Frequentes

Qual a projeção de crescimento do PIB para 2026?

A CNI manteve em 2% a projeção de crescimento do PIB para este ano, conforme o Informe Conjuntural do 2º Trimestre.

Quais setores impulsionam a economia em 2026?

Os principais impulsionadores são a indústria extrativa, o agronegócio e o setor de serviços.

Quais os principais riscos para a economia brasileira?

Juros elevados, inflação persistente, custos de produção mais altos, aumento das importações e a guerra no Oriente Médio são os principais riscos.

Como a CNI vê a inflação para 2026?

A CNI revisou para cima a projeção da inflação, com pressão sobre alimentos, combustíveis e serviços.

Qual a previsão para a taxa de juros em 2026?

A CNI prevê apenas dois cortes de 0,25 ponto percentual ao longo de 2026, mantendo a política monetária restritiva.

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