Mercado projeta corte da Selic para 13,75% nesta semana
Financiamento

Mercado projeta corte da Selic para 13,75% nesta semana

ResumoO Boletim Focus, do Banco Central, projeta corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, de 14% para 13,75%, na reunião do Copom desta semana. A redução da taxa básica de juros afeta o crédito, mas o alívio chega de forma lenta ao bolso de quem financia dívidas.

O Boletim Focus, do Banco Central, projeta corte de 0,25 ponto na Selic, de 14% para 13,75%, na reunião do Copom desta semana. A queda mexe com o crédito, mas o alívio chega devagar ao bolso de quem financia.

São Paulo, SP
Adriana Pontes
Adriana Pontes Especialista em imóveis na planta e incorporação · 14 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
212
m² úteis
3
Suítes
4
Banheiros
3
Vagas

O mercado financeiro espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual na reunião desta semana. A taxa está em 14% ao ano e deve cair para 13,75%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (14) pelo Banco Central. O encontro do Copom que define o novo patamar ocorre nos dias 15 e 16 de setembro.

A projeção de corte aparece no mesmo boletim em que os analistas mantêm a Selic em 13,75% no fechamento de 2026. Ou seja, o mercado não trabalha com novos recuos ao longo do ano depois desta reunião.

O horizonte de inflação também recuou. A estimativa para o IPCA de 2026 caiu de 5% para 4,90% na comparação com a semana anterior. Há quatro semanas, a projeção era de 5,02%. Para 2027, o Focus aponta inflação de 4,30%.

No lado da atividade, a projeção de crescimento do PIB em 2026 foi reduzida a 1,89%. Na semana passada, o mercado esperava 1,93%; há quatro semanas, 1,98%. Para 2027, a estimativa é de avanço de 1,45%. O câmbio segue estável nas projeções, com o dólar cotado a R$ 5,20 no fim de 2026, patamar repetido há 13 semanas consecutivas.

O que o corte da Selic muda no crédito

Uma queda de 0,25 ponto na taxa básica costuma chegar devagar ao consumidor. O repasse depende do tipo de crédito, do prazo e do risco de cada operação. Financiamentos com juros pós-fixados ligados à Selic, como parte do crédito imobiliário e do consignado, tendem a sentir o movimento mais rápido. Cartão de crédito e cheque especial, que têm juros próprios elevados, reagem pouco a um ajuste tão pequeno.

Para quem avalia um financiamento, a leitura prática é comparar o custo efetivo total antes e depois da decisão, e não apenas a taxa nominal divulgada. Um recuo de 0,25 ponto em uma dívida longa reduz a parcela, mas não muda o patamar de juros do país, que segue restritivo.

Por que o Copom corta em ritmo lento

O Banco Central usa a Selic como principal instrumento para perseguir a meta de inflação. Mesmo com a expectativa de queda, o colegiado tem sinalizado cautela. Na última reunião, em agosto, o Copom já havia reduzido a Selic em 0,25 ponto, pela quarta vez seguida.

O histórico recente ajuda a dimensionar o movimento. De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O ciclo de cortes recomeçou em março, em cenário de inflação em queda. A guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta a queda mais acelerada da taxa.

Quem acompanha o mercado de crédito sabe que a trajetória importa mais que o número isolado. Um corte confirmado nesta semana mantém o sinal de afrouxamento, mas em passos curtos e condicionados ao comportamento dos preços.

Publicidade
Compartilhar
Leia também

Imóveis relacionados

Publicidade