Juros das famílias seguem elevados e chegam a 64% ao ano, diz BC
Financiamento

Juros das famílias seguem elevados e chegam a 64% ao ano, diz BC

ResumoO Banco Central registrou juros para famílias em 64% ao ano em junho, com inadimplência e comprometimento da renda elevados. Compradores de imóveis na planta enfrentam custos financeiros maiores, exigindo planejamento para evitar endividamento excessivo. Medidas como entrada robusta e contratos com taxas fixas ajudam a mitigar riscos.

O Banco Central divulgou que os juros cobrados das famílias chegaram a 64% ao ano em junho. A inadimplência e o comprometimento da renda também seguem altos. Veja como esses números afetam quem compra imóvel na planta e o que fazer para se proteger.

São Paulo, SP
Adriana Pontes
Adriana Pontes Especialista em imóveis na planta e incorporação · 30 de julho de 2026 · 3 min de leitura
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Juros das famílias seguem elevados e chegam a 64% ao ano, diz BC

O Banco Central (BC) divulgou nesta quinta-feira (30) que a taxa média de juros do crédito livre às pessoas físicas alcançou 64% ao ano em junho, com alta de 1,2 ponto percentual (p.p.) no mês e de 4,6 p.p. em 12 meses. O principal responsável foi o aumento das taxas do crédito pessoal não consignado, que subiram 7 p.p. no período.

A inadimplência da carteira total de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em 4,7% em junho, estável em relação a maio, mas 1 p.p. acima do verificado no mesmo período do ano passado. Entre as famílias, a taxa permaneceu em 5,6%, com elevação de 1,2 p.p. em 12 meses.

Impacto no orçamento e no crédito imobiliário

O endividamento das famílias brasileiras alcançou 49,8% em maio, com redução de 0,1 p.p. no mês e aumento de 0,9 p.p. em 12 meses. Já o comprometimento da renda com o pagamento de dívidas chegou a 28,5%, alta de 0,1 p.p. em relação a abril e de 1,3 p.p. na comparação anual.

Para quem compra imóvel na planta, esses números indicam um cenário de crédito mais caro e seletivo. A taxa média de juros das concessões atingiu 33,4% ao ano, com elevação de 0,2 p.p. em relação a maio e de 1,5 p.p. na comparação anual. O spread bancário ficou em 21,9 p.p., estável no mês e 1,1 p.p. acima do registrado há um ano.

Como se proteger com juros altos

Avalie a saúde financeira da incorporadora antes de fechar negócio. Com juros elevados, o custo do financiamento pode pesar no orçamento. Verifique o memorial descritivo e o cronograma de obras para evitar surpresas. O crédito destinado às famílias atingiu R$ 4,6 trilhões, com aumento de 0,2% no mês e de 10,8% em 12 meses, mas as concessões às famílias recuaram 0,2%.

Negocie com o banco antes de contratar. A inadimplência no segmento de crédito livre entre as famílias permaneceu em 7,6%, com avanço anual de 1,1 p.p. Isso mostra que os bancos estão mais cautelosos. Considere também o impacto do comprometimento da renda: com 28,5% da renda comprometida, sobra menos margem para imprevistos.

Perguntas Frequentes

O que significa juros de 64% ao ano para quem compra imóvel na planta?

Significa que o crédito está mais caro. A taxa alta encarece financiamentos e pode reduzir a aprovação de crédito. Avalie bem as condições antes de fechar contrato.

Como a inadimplência de 5,6% afeta o mercado de imóveis?

Indica que mais famílias estão com dificuldades para pagar dívidas. Isso pode levar a restrições de crédito e a um mercado mais seletivo para novos financiamentos.

O que é spread bancário e por que ele importa?

O spread é a diferença entre o que o banco paga para captar dinheiro e o que cobra ao emprestar. Em 21,9 p.p., ele está elevado, o que encarece o crédito para o consumidor final.

Qual a relação entre endividamento de 49,8% e compra de imóvel?

Endividamento alto significa que quase metade da renda das famílias já está comprometida com dívidas. Isso reduz a capacidade de assumir novas parcelas, como as de um financiamento imobiliário.

O que fazer se o crédito pessoal não consignado subiu 7 p.p.?

Evite usar crédito pessoal para entrada de imóvel. Prefira linhas com taxas mais baixas, como o financiamento imobiliário direto, e negocie prazos mais longos para reduzir o impacto dos juros.

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