Empresas afetadas por tarifaço terão acesso a socorro de R$ 18,5 bi
Financiamento

Empresas afetadas por tarifaço terão acesso a socorro de R$ 18,5 bi

ResumoO Plano Brasil Soberano 3, do governo federal, disponibiliza R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito subsidiadas para exportadores e setores estratégicos. O socorro financeiro foi anunciado no dia da entrada em vigor do novo tarifaço dos Estados Unidos, visando mitigar impactos comerciais sobre empresas brasileiras.

No dia da entrada em vigor do novo tarifaço dos EUA, o governo federal anunciou o Plano Brasil Soberano 3, com R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito subsidiadas para exportadores e setores estratégicos.

São Paulo, SP
Vanessa Rocha
Vanessa Rocha Colunista de imóveis de alto padrão · 22 de julho de 2026 · 3 min de leitura
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O governo federal anunciou, no dia da entrada em vigor do novo tarifaço dos Estados Unidos, o Plano Brasil Soberano 3, com R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados para exportadores e setores considerados estratégicos para a economia nacional.

O programa oferece R$ 18,5 bilhões em crédito subsidiado para empresas afetadas pela tarifa adicional de 25% aplicada pelos EUA sobre parte dos produtos brasileiros. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a medida atinge cerca de 15% da pauta exportadora brasileira para os EUA, o equivalente a US$ 5,8 bilhões em exportações.

Quem pode acessar o crédito do Plano Brasil Soberano 3

Além das empresas diretamente atingidas pelo tarifaço norte-americano, o programa passa a contemplar exportadores prejudicados por conflitos internacionais, especialmente aqueles com operações no Golfo Pérsico, e amplia o acesso ao crédito para setores estratégicos. A legislação permite que os recursos sejam usados para adequações exigidas pelo comércio internacional, como requisitos sanitários, ambientais, de rastreabilidade e conformidade.

Como os recursos serão divididos

Dos R$ 18,5 bilhões anunciados, os recursos serão divididos entre o Tesouro Nacional e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória (MP) que autoriza o uso de recursos do Tesouro em conjunto com recursos próprios do BNDES para financiar as novas linhas.

Taxas de financiamento variam conforme a finalidade

As taxas de financiamento variam conforme a finalidade do crédito, chegando a 3% ao ano para projetos ligados a minerais críticos e 9,80% ao ano para capital de giro destinado a grandes empresas. O plano de aplicação dos recursos será elaborado pelo BNDES e submetido à aprovação de um conselho interministerial.

Seguro garantia para pequenas empresas

Durante o anúncio, o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que o programa vai além da oferta de crédito. "O Brasil Soberano 3, além de garantir crédito para as empresas envolvidas, traz outro benefício, que é o seguro garantia para pequenas empresas", declarou.

Setores mais prejudicados

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que os segmentos mais prejudicados pelas tarifas norte-americanas incluem os setores de aço, alumínio, carne, couro e calçados, têxteis e confecções, máquinas e equipamentos, borracha e pneumáticos, vidro e produtos florestais.

Diálogo diplomático continua

Apesar do reforço financeiro, o governo informou que continua buscando uma solução negociada para o impasse comercial com os Estados Unidos. Na véspera do anúncio, Alckmin descartou medidas imediatas de retaliação. "A ideia não é retaliação. Diz que olho por olho pode acontecer de os dois ficarem cegos", afirmou.

Histórico do Plano Brasil Soberano

O Plano Brasil Soberano foi criado em 2025 para apoiar empresas exportadoras diante das primeiras medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos. Com a nova etapa, o governo amplia os instrumentos de financiamento enquanto busca reduzir os impactos das barreiras comerciais e preservar a competitividade da indústria brasileira.

Perguntas Frequentes

O que é o Plano Brasil Soberano 3?

É um pacote de R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados para exportadores e setores estratégicos, anunciado pelo governo federal.

Quem pode acessar o crédito?

Empresas diretamente atingidas pelo tarifaço dos EUA, exportadores prejudicados por conflitos internacionais e setores estratégicos para o comércio exterior.

Quais as taxas de juros?

Variam conforme a finalidade: 3% ao ano para minerais críticos e 9,80% ao ano para capital de giro de grandes empresas.

O programa inclui pequenas empresas?

Sim, o vice-presidente Alckmin destacou que o programa oferece seguro garantia para pequenas empresas.

Como os recursos são divididos?

Os R$ 18,5 bilhões são divididos entre Tesouro Nacional e BNDES, com plano de aplicação elaborado pelo banco e aprovado por conselho interministerial.

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