Durigan mediará negociação do Rio com BNDES e Banco do Brasil
Financiamento

Durigan mediará negociação do Rio com BNDES e Banco do Brasil

ResumoDario Durigan, ministro da Fazenda, mediará negociações entre o governo do Rio de Janeiro e o BNDES e o Banco do Brasil para avaliar a reestruturação das dívidas estaduais. A atuação de Durigan busca facilitar acordo sobre os passivos financeiros do estado. A mediação ocorre em contexto de necessidade de reequilíbrio fiscal do Rio de Janeiro.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que vai ajudar a mediar as negociações do governo do Rio de Janeiro com BNDES e Banco do Brasil para avaliar reestruturação das dívidas do estado.

São Paulo, SP
Adriana Pontes
Adriana Pontes Especialista em imóveis na planta e incorporação · 25 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (19) que vai ajudar a mediar as negociações do governo do Rio de Janeiro com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Brasil para avaliar uma possível reestruturação das dívidas do estado com as instituições. "Vou ajudar a mediar para entender se é possível. Se for possível, a gente faz", disse Durigan a jornalistas após almoço promovido pela Associação Nacional de Jornais (ANJ).

Na terça-feira (18), Durigan e o governador interino do Rio, Ricardo Couto, se reuniram por cerca de uma hora no Ministério da Fazenda, em Brasília. Couto pediu apoio da Fazenda para dialogar com os bancos federais e verificar a possibilidade de renegociar débitos em condições mais favoráveis. Segundo Couto, o estado tem cerca de R$ 26 bilhões em dívidas com instituições financeiras e pretende reescalonar os débitos para reduzir o custo dos juros.

A operação em análise prevê substituir dívidas antigas, contratadas em condições consideradas mais onerosas, por novos financiamentos com custos menores. Como os débitos atuais têm garantia da União, a operação poderia ser feita sem nova garantia do Tesouro Nacional. Durigan disse que pretende conversar com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e com a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, para avaliar o espaço das instituições.

A situação financeira do Rio no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) também foi discutida. O programa permite refinanciar dívidas com a União por até 360 meses, com redução dos encargos, mediante contrapartidas. O Rio aderiu ao Propag neste ano e deixou o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), no qual estava desde 2022. Com a adesão, a dívida com a União caiu de R$ 210 bilhões para R$ 168,5 bilhões.

Couto afirmou que a intenção não é só reorganizar débitos, mas entregar o estado ao próximo governo com contas equilibradas e resultado fiscal positivo. Para participar do Propag, o Rio comprometeu-se a reduzir em 20% a dívida com a União. Parte dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) ficará com o governo federal até 2048. O acordo também prevê aplicar 1% do saldo devedor em educação, infraestrutura e segurança.

Segundo dados do governo federal, a União já pagou cerca de R$ 47 bilhões em dívidas do Rio não quitadas desde 2016. Após a reunião, Couto não informou se a situação da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, foi discutida. O Grupo Refit é apontado pela Receita Federal como um dos principais devedores contumazes, com débitos superiores a R$ 26 bilhões, e é alvo de investigações por suspeita de sonegação, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.

A reestruturação das dívidas bancárias do Rio ainda depende da avaliação do BNDES e do Banco do Brasil sobre a viabilidade financeira da operação.

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