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Financiamento

Durigan diz que aumento da dívida decorre dos juros, não dos gastos

ResumoDario Durigan, ministro da Fazenda, atribui o aumento da dívida pública brasileira exclusivamente à elevação dos juros, não à expansão dos gastos governamentais. A declaração foi feita em entrevista, na qual Durigan esclarece que a trajetória do endividamento reflete o custo financeiro da dívida, não o volume de despesas primárias. A posição contrasta com análises que apontam crescimento fiscal como fator determinante.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a dívida brasileira aumenta devido aos juros altos e não aos gastos do governo. Em entrevista, ele elucida a relação entre esses fatores.

São Paulo, SP
Adriana Pontes
Adriana Pontes Especialista em imóveis na planta e incorporação · 06 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
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Durigan diz que aumento da dívida decorre dos juros, não dos gastos

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, enfatizou que o aumento da dívida brasileira não é consequência do incremento nos gastos, mas sim dos juros elevados praticados no país. Durante uma entrevista à Globonews, realizada na quinta-feira, 6, Durigan destacou a necessidade do governo em saldar dívidas antigas com novos títulos, o que resulta em um aumento nos pagamentos de juros.

Segundo o ministro, embora haja uma ligação entre a questão fiscal e as taxas de juros, outros fatores também desempenham um papel significativo no cenário das altas taxas cobradas no Brasil. Ao ser questionado sobre a possibilidade de que os gastos governamentais contribuam para a elevação dos juros, Durigan afirmou categoricamente que "o governo não está gastando mais do que arrecada".

Ele explicou que a situação se deve ao fato de que o governo está refinanciando dívidas passadas com novos títulos. "É, portanto, na gestão da dívida que estamos aumentando a dívida. É na rolagem da dívida, e não nos gastos", complementou.

Dados do Tesouro Nacional, divulgados em julho, revelaram que a emissão significativa de títulos atrelados à Taxa Selic, que representa os juros básicos da economia, levou a Dívida Pública Federal (DPF) a ultrapassar R$ 9,2 trilhões em junho. Durigan reiterou que os juros altos são o principal fator que impulsiona o endividamento público.

"Claro que vamos continuar atuando para melhorar o resultado fiscal do país", afirmou, ao reiterar que, do ponto de vista econômico, o Brasil apresenta um desempenho positivo, com "o melhor resultado de inflação da história" e as agências internacionais de risco aumentando as avaliações favoráveis ao país.

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