Dólar sobe e fecha perto de R$ 5,15 com aversão a risco
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Dólar sobe e fecha perto de R$ 5,15 com aversão a risco

ResumoDólar comercial fechou próximo de R$ 5,15, após atingir R$ 5,183 na máxima, impulsionado por aversão a risco. Ibovespa recuou 0,91%, pressionado por mineradoras e pelo cenário político doméstico. Investidores aguardam decisões do Federal Reserve e da Selic, que podem influenciar o câmbio e a bolsa brasileira nos próximos dias.

Dólar chegou a R$ 5,183 na máxima do dia e fechou perto de R$ 5,15. Ibovespa caiu 0,91%, pressionado por mineradoras e pelo cenário político doméstico. Mercado aguarda decisões do Fed e da Selic.

São Paulo, SP
Adriana Pontes
Adriana Pontes Especialista em imóveis na planta e incorporação · 15 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
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O dólar e a bolsa brasileira encerraram a segunda-feira (14) pressionados pela aversão ao risco, em um dia marcado pelo avanço do petróleo, incertezas no cenário político doméstico e tensões geopolíticas. A moeda estadunidense aproximou-se de R$ 5,15, enquanto o Ibovespa caiu quase 1%.

A cotação chegou a subir mais de 1% pela manhã e atingiu a máxima de R$ 5,183, pouco antes das 11h. A pressão refletiu a valorização da moeda no exterior e a busca por ativos mais seguros diante do petróleo em alta e das tensões geopolíticas. Segundo o Banco Central, o dólar PTAX de venda em 14/09/2026 foi R$ 5,1696, acima dos R$ 5,0918 registrados em 11/09.

A cotação perdeu força à tarde, chegando à mínima de R$ 5,1414, depois que declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis negociações com o Irã reduziram parte das preocupações com a oferta global de petróleo. No exterior, o índice DXY avançava 0,41% no fim da tarde, aos 99,508 pontos.

Juros, petróleo e o que o mercado monitora

No Brasil, as incertezas políticas também influenciaram os negócios, em meio à divulgação de pesquisas eleitorais. O mercado acompanha a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e os desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master. O caso relacionado ao ministro Alexandre de Moraes está previsto para ser analisado pelo plenário do STF nesta terça-feira (15).

No mercado de juros, a expectativa é de redução do diferencial entre as taxas brasileira e estadunidense. O Federal Reserve (Fed) decidirá sobre os juros nos EUA na quarta-feira (17), enquanto o mercado projeta continuidade do ciclo de cortes da Selic. A alta do petróleo aumenta as preocupações sobre inflação e pode influenciar as decisões de política monetária das principais economias, mantendo o tema no centro das atenções nesta semana.

O Ibovespa terminou o pregão em queda de 0,91%, aos 185.500,88 pontos. O índice oscilou entre a mínima de 183.813,36 e a máxima de 187.320,96 pontos. O volume financeiro somou R$ 24,4 bilhões. A queda foi pressionada principalmente por ações de mineradoras, num ambiente de recuo dos contratos futuros de minério de ferro negociados na China. O cenário político brasileiro também contribuiu para a instabilidade.

No exterior, as preocupações com os riscos relacionados ao avanço da inteligência artificial também afetaram o sentimento dos mercados. Em Nova York, o S&P 500 encerrou o dia com queda de 0,48%.

O petróleo foi um dos principais fatores de pressão. O Brent para novembro chegou a ser negociado a US$ 109,80 durante a manhã, alta próxima de 5%, após novos ataques contra infraestrutura energética da Arábia Saudita e a navios no Oriente Médio. A cotação perdeu força à tarde com a indicação de possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã e notícias sobre uma eventual suspensão de ataques à infraestrutura energética entre Rússia e Ucrânia.

Ainda assim, o barril do tipo Brent terminou o dia a US$ 105,68, alta de 1,02%. O contrato acumula ganhos superiores a 15% em setembro e de aproximadamente 75% no ano.

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