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Financiamento

Desenrola Adimplentes começa a operar nesta terça-feira (11)

ResumoDesenrola Adimplentes começa a operar nesta terça-feira (11) para trabalhadores informais com compromissos financeiros em dia. A modalidade do programa Desenrola permite substituir empréstimos mais caros por crédito com juros de até 1,99% ao mês, com valores de até R$ 15 mil. A linha exige histórico de pagamento regular.

Começa nesta terça-feira (11) a operação do Desenrola Adimplentes, modalidade do programa Desenrola voltada a trabalhadores informais que mantêm seus compromissos em dia. A linha permite trocar empréstimos mais caros por crédito com juros de até 1,99% ao mês e valores até R$ 15 m

São Paulo, SP
Felipe Camargo
Felipe Camargo Editor de aluguel e locação · 11 de agosto de 2026 · 6 min de leitura
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Desenrola Adimplentes começa a operar nesta terça-feira (11)

Começa nesta terça-feira (11) a operação do Desenrola Adimplentes, modalidade do programa Desenrola voltada a trabalhadores informais que mantêm seus compromissos financeiros em dia. A linha permite trocar empréstimos mais caros por crédito com juros de até 1,99% ao mês e valores até R$ 15 mil.

A modalidade começou a funcionar após ajustes nas regras para ampliar a participação das instituições financeiras. Na prática, quem é informal e está adimplente pode substituir dívidas caras por um crédito com tetro de 1,99% ao mês, o que reduz o custo mensal e ajuda a manter as contas em dia.

O que é o Desenrola Adimplentes e quem pode usar

O Desenrola Adimplentes é uma das três frentes lançadas pelo governo federal para ampliar o acesso ao crédito. Diferente do Desenrola original, que focava em renegociar dívidas de inadimplentes, esta nova etapa premia quem já paga em dia, especialmente trabalhadores sem carteira assinada.

Além dos trabalhadores informais, o pacote inclui uma linha voltada a estudantes e ex-estudantes adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e medidas para trabalhadores com carteira assinada. Ou seja, o programa não é só para informais, mas eles são o público principal desta fase.

Para quem é informal, o benefício é claro: trocar um empréstimo com juros altos por um crédito com juros de até 1,99% ao mês. O valor máximo é de R$ 15 mil, o que pode cobrir dívidas menores ou consolidar débitos mais caros.

Como funciona a linha de crédito para informais

A operação é simples, mas exige atenção. O trabalhador informal adimplente procura uma instituição financeira participante e solicita a troca do empréstimo atual por um novo, dentro das condições do programa. A renegociação é feita exclusivamente nas instituições financeiras, sem intermediação de sites específicos do governo.

O teto de juros de 1,99% ao mês é o grande atrativo. Em um mercado onde o crédito pessoal para informais costuma passar de 5% ao mês, essa taxa representa uma economia relevante. Mas atenção: o valor de R$ 15 mil é o limite, não a regra. Cada instituição define o valor liberado com base no perfil do cliente.

Vale lembrar que o programa não é automático. O interessado precisa buscar o banco ou financeira, verificar se a instituição aderiu à modalidade e apresentar a documentação. Não há link enviado por SMS ou aplicativo.

Por que o programa foi criado agora

O Desenrola Adimplentes começou a funcionar após ajustes nas regras para ampliar a participação das instituições financeiras. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a nova etapa amplia o alcance do Desenrola, criado originalmente para renegociar dívidas de pessoas inadimplentes.

A fala de Durigan durante o lançamento das medidas resume o espírito do programa: "O valor que a gente defende no Desenrola é o pagamento, em dia, das contas. Os depoimentos que a gente ouviu mostram isso: as pessoas queriam pagar, mas não estavam conseguindo. Voltaram agora, com essa ajuda do governo, a poder pagar em dia".

Ou seja, o governo quer incentivar não só quem está endividado, mas também quem consegue manter os pagamentos em dia. A lógica é que, com crédito mais barato, o informal não precise recorrer a linhas predatórias.

O que muda em relação ao Desenrola original

Lançado em 2023, o Desenrola foi criado para facilitar a renegociação de dívidas e a recuperação financeira das famílias. Segundo o governo, o programa já beneficiou 7,5 milhões de famílias. A nova fase busca ampliar os incentivos também para consumidores que mantêm os pagamentos em dia.

Enquanto o Desenrola original focava em quem estava inadimplente, o Adimplentes olha para o outro lado. Isso amplia o alcance do programa, que deixa de ser apenas um socorro para quem deve e passa a ser também uma ferramenta de crédito barato para quem paga em dia.

Para o trabalhador informal, a diferença é prática: no Desenrola original, a renegociação era para quitar dívidas; no Adimplentes, o objetivo é trocar um empréstimo caro por um mais barato, sem precisar estar negativado.

Golpes: como se proteger ao buscar o crédito

Em meio a este e outros programas de renegociação de dívidas que vêm sendo implementados pelo governo federal, o Ministério da Fazenda alertou para golpes que usam anúncios falsos, mensagens e links enviados pela internet para atrair pessoas interessadas.

Segundo a pasta, a renegociação é feita exclusivamente nas instituições financeiras, sem intermediação de sites específicos do governo ou envio de links por SMS e aplicativos. Ou seja, desconfie de qualquer mensagem que prometa "facilitar" o Desenrola.

Um levantamento do NetLab/UFRJ identificou 544 anúncios fraudulentos nas plataformas da Meta entre abril e junho, dos quais 38% utilizavam inteligência artificial e 72% exploravam indevidamente a imagem do governo e de marcas conhecidas para conferir aparência de legitimidade às fraudes. Isso significa que a maioria dos anúncios falsos usa a cara do governo para enganar.

A orientação é simples: não clique em links recebidos por SMS, WhatsApp ou redes sociais. Procure diretamente o seu banco ou uma instituição financeira de confiança e pergunte sobre a linha. Todas as informações oficiais sobre o programa estão disponíveis nos canais do Ministério da Fazenda.

O que observar antes de contratar o crédito

Antes de trocar um empréstimo caro por um mais barato, compare as condições. O teto de 1,99% ao mês é o limite, mas a taxa pode variar conforme a instituição. Pergunte sobre o CET (Custo Efetivo Total), que inclui tarifas e seguros, e não apenas a taxa de juros.

Outro ponto: o valor de R$ 15 mil é o máximo, mas não significa que você vai conseguir esse montante. A instituição analisa seu histórico, mesmo sendo informal. Leve comprovantes de renda, mesmo que não formais, como recibos de serviços prestados.

E lembre-se: o programa é para quem está adimplente. Se você tem dívidas atrasadas, o Desenrola Adimplentes pode não ser a linha certa. Nesse caso, vale procurar a renegociação tradicional do Desenrola.

O papel das instituições financeiras

Os ajustes nas regras para ampliar a participação das instituições financeiras foram decisivos para o início da operação. Sem a adesão dos bancos, o programa não sai do papel. Cada instituição define seus critérios internos, mas dentro das condições gerais do programa.

Isso significa que nem todo banco vai oferecer a linha. Vale pesquisar entre as instituições que você já tem relacionamento e perguntar se elas aderiram. A concorrência pode ajudar a encontrar a melhor condição, mas sempre dentro do teto de 1,99% ao mês.

Perguntas Frequentes

Quem pode usar o Desenrola Adimplentes?

Trabalhadores informais que mantêm seus compromissos financeiros em dia. A linha também inclui estudantes e ex-estudantes adimplentes do Fies e medidas para trabalhadores com carteira assinada.

Qual é o limite de crédito e a taxa de juros?

O valor máximo é de R$ 15 mil, com juros de até 1,99% ao mês.

Como faço para contratar o crédito?

A renegociação é feita exclusivamente nas instituições financeiras, sem intermediação de sites do governo ou links por SMS.

O Desenrola Adimplentes é para quem está com dívidas?

Não. A modalidade é para quem está adimplente. Quem tem dívidas atrasadas deve procurar a renegociação tradicional do Desenrola.

Como evitar golpes?

Desconfie de anúncios falsos e links enviados por SMS ou aplicativos. Procure diretamente o banco e consulte os canais oficiais do Ministério da Fazenda.

Matéria e título alterados às 16h05 para corrigir a data de início do programa

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