Conselho aprova recuperação extrajudicial da Braskem
Financiamento

Conselho aprova recuperação extrajudicial da Braskem

ResumoA Braskem teve a recuperação extrajudicial aprovada pelo Conselho de Administração. O processo busca reestruturar dívidas de US$ 10,9 bilhões. A medida não afeta fornecedores e clientes da petroquímica. A recuperação extrajudicial permite renegociar passivos com credores específicos sem interromper operações. A aprovação ocorreu em reunião do conselho da companhia.

O Conselho de Administração da Braskem aprovou o ajuizamento de recuperação extrajudicial. Medida busca reestruturar dívidas de US$ 10,9 bilhões. Processo não afeta fornecedores e clientes.

São Paulo, SP
Adriana Pontes
Adriana Pontes Especialista em imóveis na planta e incorporação · 25 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
212
m² úteis
3
Suítes
4
Banheiros
3
Vagas

O Conselho de Administração da petroquímica Braskem aprovou, nesta segunda-feira (24), o ajuizamento de um pedido de recuperação extrajudicial. Em nota aos acionistas e ao mercado, a companhia afirma que o objetivo é "assegurar um ambiente jurídico estável, protegido e adequado para a negociação e implementação da reestruturação" de suas dívidas.

A medida chega em um momento delicado para a empresa. Criada em agosto de 2002, a partir da integração de seis empresas dos grupos brasileiros Novonor (antiga Odebrecht) e Mariani, a Braskem opera fábricas no Brasil, Alemanha, Estados Unidos e México. No país, reconhece dívidas que somam US$ 10,9 bilhões, cerca de R$ 56 bilhões pelo câmbio desta manhã.

O diretor financeiro e de relações com investidores, Carlos Augusto Machado Pereira Brandão, assegura que o processo tem escopo limitado e estritamente financeiro. "Não abrange quaisquer obrigações da companhia com seus fornecedores, clientes e demais stakeholders, as quais permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente."

O pedido, que ainda será protocolado, integra um projeto de reestruturação negociado com credores e investidores. Em junho, a Braskem já havia solicitado proteção financeira judicial. A 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo acolheu a solicitação e suspendeu por 60 dias a execução de dívidas, prazo que terminaria amanhã (25).

Para quem acompanha o setor, a recuperação extrajudicial surge como alternativa para evitar uma judicialização mais longa. A empresa mantém operações globais e contratos ativos, o que pode dar confiança a credores na negociação. O desfecho, porém, depende do andamento do processo e da aceitação do plano pelos envolvidos.

A decisão do conselho reforça o movimento de reestruturação que a companhia vem conduzindo nos últimos meses. Resta aguardar os próximos passos, incluindo o protocolo formal do pedido e a resposta dos credores.

Publicidade
Compartilhar
Leia também

Imóveis relacionados

Publicidade