Caixa entra em greve nacional; BB tem paralisação parcial
Bancários da Caixa Econômica Federal iniciaram greve nacional nesta quinta-feira (10), enquanto no Banco do Brasil a paralisação é parcial, restrita às bases sindicais que rejeitaram a proposta de acordo da categoria.
Funcionários da Caixa Econômica Federal iniciaram nesta quinta-feira (10) uma greve nacional por tempo indeterminado. No Banco do Brasil, a paralisação ocorre de forma parcial, restrita às bases sindicais que rejeitaram a proposta de acordo da categoria. As mobilizações vêm depois de meses de negociações entre bancos e representantes dos trabalhadores.
A greve da Caixa é nacional e por tempo indeterminado. No BB, a paralisação atinge apenas as bases sindicais que não aprovaram a proposta, entre elas Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis. O atendimento telefônico da Caixa segue pelos números 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104, nas demais localidades. No BB, os telefones são 4004-0001 e 0800-729-0001, respectivamente.
O que está por trás da greve na Caixa
Na quarta-feira (9), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e entidades sindicais assinaram a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), válida para a categoria em todo o país. O acordo prevê reposição integral do INPC mais aumento real de 0,6% em 2026 e 2027, com incidência sobre vale-refeição, vale-alimentação, PLR e auxílios.
O impasse na Caixa é outro. Os empregados rejeitaram a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico com o banco e decidiram pela greve nacional. Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), mais de 90% das bases sindicais recusaram a proposta apresentada pela instituição.
Entre os pontos de divergência está o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. Os trabalhadores também cobram avanços em itens negociados desde junho, como a aplicação da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), o combate a metas abusivas e ambientes de trabalho mais saudáveis. A Caixa retomou as negociações e marcou nova rodada para esta quinta-feira (10).
Em nota, a Caixa afirmou que "mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e retornou à mesa de negociação com o objetivo de construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas".
No BB, a paralisação é parcial
No Banco do Brasil, a mobilização não é nacional. Cerca de 60 entidades sindicais rejeitaram o CCT, e a paralisação ocorre nessas bases. O BB informou que participa da mesa geral da Fenaban e mantém mesa específica com as entidades para tratar questões próprias dos funcionários.
Em nota, o banco declarou que "para a data base de 2026, foram realizadas várias rodadas de negociação, que resultaram na proposta apresentada às entidades sindicais e aprovada em diversas assembleias em todo o país".
A nova CCT tem vigência até 31 de agosto de 2028 e abrange cerca de 414 mil bancários de aproximadamente 3,6 mil municípios. Ao todo, 171 bancos integram a convenção, assinada por 245 entidades sindicais. O texto inclui medidas sobre saúde mental, combate ao assédio, direito à desconexão e limites ao monitoramento digital.
Durante a paralisação, Caixa e BB orientam os clientes a priorizar canais digitais e autoatendimento. Seguem disponíveis aplicativos, internet banking, WhatsApp, caixas eletrônicos, rede Banco24Horas, casas lotéricas e correspondentes. A paralisação das agências não suspende, por si só, o pagamento de benefícios. Atendimentos que dependam de uma agência podem ser afetados.
Quem precisa resolver pendência documental, como atualização cadastral ou assinatura de contrato, deve verificar antes se o serviço exige presença física. Vale checar também se o comprovante de agendamento continua válido, já que a adesão dos funcionários pode alterar prazos. como consultar contratos e documentos bancários