Vendas do Tesouro Direto registram melhor julho da história
As vendas do Tesouro Direto registraram o melhor julho da história, com R$ 11,67 bilhões em títulos vendidos. Selic alta e Tesouro Reserva explicam o resultado. Confira os números.
As vendas do Tesouro Direto registraram o melhor julho da história, com R$ 11,67 bilhões em títulos públicos vendidos a pessoas físicas pela internet. O dado foi divulgado nesta terça-feira (25) pelo Tesouro Nacional. O volume é o terceiro maior do ano, atrás apenas de março, recorde histórico com R$ 14,79 bilhões.
A alta da Selic, em 14% ao ano, explica o apetite por papéis ligados aos juros básicos, que somaram 51,2% das vendas. Entre eles, o Tesouro Reserva, novo título indexado à Selic que funciona como as caixinhas de bancos digitais, atraiu R$ 1,79 bilhão (15,3% do total). As LFT, tradicionais, responderam por 35,8%.
Na comparação com junho, o crescimento foi de 20,98%. Já ante julho do ano passado, a alta chega a 60,65%. O estoque total alcançou R$ 272,26 bilhões, com alta de 3,73% no mês, puxada pela correção dos juros e por vendas que superaram resgates em R$ 7,37 bilhões.
O perfil do investidor reforça a popularização: 78,4% das 1.444.518 operações foram de até R$ 5 mil, e 55,5% de até R$ 1 mil. O valor médio por operação ficou em R$ 8.076,26. O total de cadastrados chegou a 36.124.180, e os ativos somam 3.808.491, alta de 22,89% em 12 meses.
Os papéis corrigidos pela inflação (IPCA) responderam por 27,1% das vendas, e os prefixados, 15,5%. Entre os títulos temáticos, o Tesouro Renda+ levou 4,3%, e o Tesouro Educa+, criado em agosto de 2023, apenas 1,9%. A preferência por médio prazo é clara: 43,4% das vendas têm até cinco anos.
O Tesouro Direto, criado em janeiro de 2002, permite que pessoas físicas comprem títulos diretamente, via internet, pagando taxa apenas à B3. Para o governo, a venda é forma de captar recursos; em troca, o Tesouro devolve o valor com adicional, conforme Selic, inflação, câmbio ou taxa pré-definida.