# Exportações aos EUA sobem 12,1% em agosto com preços maiores

> As exportações brasileiras aos Estados Unidos somaram US$ 3,190 bilhões em agosto, com alta de 12,1% sobre o mesmo mês de 2023. O crescimento foi impulsionado pelo aumento de 8,6% nos preços médios, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Aeronaves e carne bovina lideraram os embarques no período.

*Realtor Brazil · Compra e Venda · 04 de setembro de 2026 · Vanessa Rocha*

Em agosto, as exportações brasileiras aos EUA cresceram 12,1% para US$ 3,190 bilhões, sustentadas pela alta de 8,6% nos preços médios, segundo o Mdic. Aeronaves e carne bovina lideraram.

As exportações brasileiras aos Estados Unidos somaram US$ 3,190 bilhões em agosto, alta de 12,1% em relação ao mesmo mês de 2025, quando totalizaram US$ 2,845 bilhões. O crescimento foi sustentado pela valorização dos preços médios, que subiram 8,6%, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O mês marcou a entrada em vigor das novas tarifas do governo Donald Trump. O diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, afirmou que o aumento foi determinado principalmente pela valorização dos produtos vendidos aos estadunidenses: "Esse aumento das exportações brasileiras no mês está calcado pelo crescimento de preços da exportação para os Estados Unidos, de 8,6%."

Entre os produtos que mais contribuíram para o crescimento em valor estão aeronaves e outros equipamentos, carne bovina, produtos inacabados de ferro ou aço, cal, cimento e materiais de construção, tubos de ferro ou aço, celulose e café. Aeronaves e carne bovina estão entre os itens excetuados das novas tarifas.

Apesar da alta nos preços, o volume exportado aos EUA recuou 3,1% em agosto. No acumulado de janeiro a agosto, a queda chega a 13,6% em volume e a 9,7% em valor, para US$ 24,105 bilhões. As importações brasileiras de produtos estadunidenses somaram US$ 27,316 bilhões no período, queda de 8,6%, gerando déficit de US$ 3,211 bilhões. Somente em agosto, as compras cresceram 1,1%, para US$ 4,014 bilhões, com déficit de US$ 824 milhões.

Brandão avaliou que as oscilações são esperadas diante das interferências no comércio bilateral. "Dadas as múltiplas interferências no comércio com os Estados Unidos, temos observado uma grande oscilação nesse fluxo", disse. Segundo o Mdic, pouco mais de 20% do comércio com os EUA foi afetado pelas tarifas. O diretor ponderou que ainda é cedo para medir efeitos de um eventual redirecionamento das exportações para outros mercados.

Enquanto isso, as vendas à União Europeia avançaram 46,4% em agosto, para US$ 5,82 bilhões, com alta de 30,3% no volume. Entre os destaques estão petróleo, cobre, soja e carne bovina. Brandão citou condições de mercado, demanda por combustíveis por causa do conflito no Oriente Médio e o acordo Mercosul-UE, embora faltem dados completos para dimensionar seu efeito.

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,39 bilhões em agosto, alta de 23,8%. Os EUA foram o único parceiro com déficit para o Brasil. No acumulado do ano, o superávit soma US$ 55,32 bilhões, crescimento de 28,2%.

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Fonte (canonical): https://realtorbrazil.com.br/compra-e-venda/precos-maiores-sustentam-alta-exportacoes-aos-eua-agosto/
