Fraudes financeiras crescem 10% com novas regras do BC; veja dados
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Fraudes financeiras crescem 10% com novas regras do BC; veja dados

ResumoO Banco Central do Brasil registrou aumento de 10,26% nos indícios de fraudes financeiras no primeiro semestre de 2026, totalizando mais de 9 milhões de ocorrências. O crescimento reflete o fortalecimento dos mecanismos de detecção após a implementação da Resolução 501 do BC.

O número de indícios de fraudes financeiras no Brasil cresceu 10,26% nos seis primeiros meses de 2026, totalizando mais de 9 milhões de ocorrências. O avanço reflete o fortalecimento dos mecanismos de detecção após a implementação da Resolução 501 do Banco Central, segundo levant

São Paulo, SP
Felipe Camargo
Felipe Camargo Editor de aluguel e locação · 18 de julho de 2026 · 3 min de leitura
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Os registros de fraudes financeiras no Brasil cresceram 10,26% no primeiro semestre de 2026, totalizando mais de 9 milhões de ocorrências entre casos suspeitos e confirmados. No segundo semestre de 2025, foram 8,26 milhões de registros. O avanço reflete principalmente o fortalecimento dos mecanismos de detecção após a implementação da Resolução 501 do Banco Central, que ampliou o compartilhamento de informações entre instituições financeiras para combater golpes.

Segundo levantamento da Quod, datatech especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito, o aumento não representa apenas uma expansão da atividade criminosa, mas também um avanço na capacidade de monitoramento. Pelos critérios da Quod, os indícios representam tanto suspeitas como consumações de golpes.

Como a Resolução 501 do BC mudou o combate a fraudes

A Resolução 501 do Banco Central tornou mais robusta a troca de informações entre instituições financeiras. O estudo foi elaborado a partir dos dados do Registro Unificado de Fraudes (Rufra), uma base colaborativa criada pela Quod que reúne informações sobre indícios e ocorrências de fraudes compartilhadas por instituições financeiras e empresas.

O sistema centraliza dados de segurança para identificar padrões de atuação de criminosos, acompanhar o histórico de vítimas e fraudadores e permitir o bloqueio preventivo de operações suspeitas. Com isso, tentativas de fraude que antes deixavam de ser registradas passaram a integrar uma base única de inteligência.

"O aumento de 10% no volume de fraudes em relação ao semestre anterior reflete, na verdade, o amadurecimento das defesas do mercado financeiro. Com a consolidação da Resolução 501 do Banco Central, as instituições passaram a compartilhar informações de forma muito mais ativa via base Rufra, detectando e trazendo à tona tentativas de golpes que antes ficavam subnotificadas no sistema", afirma Danilo Coelho, diretor de Produtos e Dados da Quod.

Celular e Pix: os canais mais usados em fraudes

O ambiente digital continua concentrando a maior parte das fraudes financeiras no país. O celular foi utilizado em 78% dos casos registrados, tornando-se o principal canal explorado pelos criminosos. As contas correntes apareceram em 94% dos indícios, enquanto o Pix foi o meio de pagamento utilizado em 85% das fraudes.

Engenharia social: principal estratégia dos criminosos

A engenharia social, baseada na manipulação psicológica das vítimas para obter informações ou convencê-las a realizar transferências, respondeu por 40% dos registros, o equivalente a mais de 3,6 milhões de ocorrências no semestre.

Quem são as principais vítimas

Os jovens são os principais alvos das fraudes financeiras. Pessoas entre 18 e 34 anos representam 49,06% das vítimas. A faixa de 35 a 49 anos responde por 29,98% dos casos. Homens correspondem a 51% dos registros e mulheres, a 48%. A maioria das vítimas (58%) recebe até dois salários mínimos.

O levantamento também identificou elevado índice de reincidência. Das 3,1 milhões de pessoas que sofreram golpes no semestre, aproximadamente 799 mil, o equivalente a um quarto do total, foram vítimas duas ou mais vezes.

Recomendações da Quod para evitar golpes

A Quod recomenda que consumidores reforcem os cuidados nas operações financeiras, principalmente pelo celular. "Nunca tome decisões financeiras apressadas durante o expediente de trabalho, período em que os fraudadores aproveitam a distração das vítimas. Não clique em links recebidos por mensagens e não empreste sua conta bancária para receber ou transferir valores de terceiros, pois isso o torna cúmplice e vítima do esquema de contas laranja", orienta Danilo Coelho.

Perguntas Frequentes

O que é a Resolução 501 do Banco Central?

É uma norma que ampliou o compartilhamento de informações entre instituições financeiras para combater fraudes, tornando a troca de dados mais robusta e obrigatória via bases como o Rufra.

O que é o Rufra?

O Registro Unificado de Fraudes é uma base colaborativa criada pela Quod que centraliza dados de segurança para identificar padrões de atuação de criminosos e permitir bloqueio preventivo de operações suspeitas.

Qual canal é mais usado em fraudes financeiras?

O celular foi utilizado em 78% dos casos registrados, sendo o principal canal explorado pelos criminosos, segundo o levantamento.

Quem são as principais vítimas de fraudes financeiras?

Pessoas entre 18 e 34 anos representam 49,06% das vítimas, e a maioria (58%) recebe até dois salários mínimos.

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