Impacto de R$ 7 bi por mês: novas medidas para combustíveis
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Impacto de R$ 7 bi por mês: novas medidas para combustíveis

ResumoO governo federal anunciou medidas para conter a alta dos combustíveis com custo mensal de R$ 7 bilhões. Gasolina, etanol e diesel são afetados pelas novas regras, que visam reduzir o preço ao consumidor. O impacto orçamentário exige compensação fiscal, com efeitos diretos no bolso do cidadão e na arrecadação pública.

O governo federal anunciou medidas para conter a alta dos combustíveis que custarão R$ 7 bilhões por mês. Gasolina, etanol e diesel são afetados. Entenda os detalhes e o impacto no bolso.

São Paulo, SP
Felipe Camargo
Felipe Camargo Editor de aluguel e locação · 10 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
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O governo federal anunciou um pacote para conter a alta dos combustíveis que terá custo estimado de R$ 7 bilhões por mês, conforme informou nesta quarta-feira (9) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. As medidas incluem redução de tributos sobre gasolina e etanol e nova subvenção ao diesel, em meio à alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.

O decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduz em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina, fazendo a cobrança cair para R$ 0,16 por litro. Para o etanol hidratado, os tributos federais serão zerados temporariamente, com redução de R$ 0,19 por litro. As medidas valem de 10 de setembro a 9 de outubro e substituem a subvenção anterior da gasolina, de R$ 0,44 por litro. O impacto estimado da desoneração da gasolina e do etanol é de R$ 2 bilhões por mês.

Já o diesel ganha nova subvenção de R$ 1 por litro para produtores e importadores, autorizada por medida provisória. O valor será regulamentado pelo Ministério da Fazenda e revisado a cada 30 dias, podendo ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado. O custo estimado é de R$ 5 bilhões em setembro, dependendo da adesão das empresas.

Somadas as novas medidas, o impacto mensal chega a R$ 7 bilhões. Com a atual subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel, que termina em 27 de setembro e custa R$ 5,5 bilhões por mês, o impacto sobre as contas públicas em setembro será de R$ 12,5 bilhões. Entre março e agosto, o governo gastou ou deixou de arrecadar R$ 25 bilhões com medidas para conter os preços. Com setembro, a conta chega a R$ 37,5 bilhões em 2026.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo espera mais de R$ 10 bilhões em receitas extraordinárias de petróleo para financiar as desonerações. A subvenção do diesel será financiada por crédito extraordinário editado por medida provisória. O impacto será incorporado ao próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, previsto para 24 de setembro. Caso necessário, o governo poderá bloquear gastos não obrigatórios para cumprir os limites do arcabouço fiscal.

Moretti rejeitou a avaliação de que o pacote tenha caráter populista e afirmou que as medidas são temporárias e buscam reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo. O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou a US$ 101,21 nesta quarta-feira, com alta de 3,36%. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que "as medidas buscam amortecer, de forma temporária, os efeitos dessa conjuntura internacional sobre o mercado doméstico". Segundo o governo, as medidas anteriores ajudaram a conter os preços: durante a guerra, o diesel caiu 6% no Brasil, enquanto subiu 25% na Alemanha. Apesar da queda recente, os preços brasileiros ainda estão acima dos níveis anteriores ao conflito.

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