Governo Central tem déficit de R$ 48,2 bilhões em junho: entenda
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Governo Central tem déficit de R$ 48,2 bilhões em junho: entenda

ResumoO Governo Central registrou déficit primário de R$ 48,2 bilhões em junho, maior valor para o mês desde 2023. Gastos com Previdência e saúde lideraram o aumento das despesas. A receita líquida cresceu 10,3%, mas não foi suficiente para cobrir os gastos, resultando no déficit recorde para o período.

O Governo Central registrou déficit primário de R$ 48,2 bilhões em junho, maior valor para o mês desde 2023. Gastos com Previdência e saúde lideraram o aumento. A receita líquida cresceu 10,3%, mas não foi suficiente para cobrir as despesas.

São Paulo, SP
Carlos Henrique Maia
Carlos Henrique Maia Especialista em direito imobiliário · 30 de julho de 2026 · 3 min de leitura
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O Governo Central registrou déficit primário de R$ 48,2 bilhões em junho, segundo dados do Tesouro Nacional divulgados nesta quinta-feira (30). O resultado é o maior para o mês desde 2023, em valores corrigidos pela inflação, e supera o saldo negativo de R$ 44,2 bilhões registrado em junho de 2025.

O déficit primário mede a diferença entre receitas e despesas do governo, sem considerar os juros da dívida pública. Quando os gastos superam a arrecadação, o resultado é negativo. Esse indicador mostra a capacidade do governo de manter as contas públicas equilibradas.

Por que o déficit aumentou?

O principal fator foi o crescimento das despesas com Previdência Social, cujos gastos superaram as receitas do sistema. Os gastos totais do Governo Central chegaram a R$ 243,4 bilhões em junho, alta real de 9% em relação ao mesmo mês de 2025. No semestre, as despesas totalizaram R$ 1,347 trilhão, crescimento real de 12,3%.

A receita líquida somou R$ 195,2 bilhões, alta real de 10,3% sobre junho de 2025. No acumulado do ano, a receita alcançou R$ 1,255 trilhão, crescimento real de 5,6%. Apesar do aumento, o ritmo de crescimento das despesas superou o da arrecadação.

Investimentos em alta, dividendos em queda

Os investimentos federais, gastos com obras públicas e compra de equipamentos, cresceram 18% em junho, totalizando R$ 7,75 bilhões. No semestre, os investimentos somaram R$ 49,8 bilhões, avanço real de 65,7%.

Por outro lado, as receitas com dividendos de empresas estatais diminuíram. Em junho, o governo recebeu R$ 2,39 bilhões, contra R$ 2,75 bilhões no mesmo mês de 2025. No semestre, os dividendos somam R$ 10,47 bilhões, bem abaixo dos R$ 24,95 bilhões do primeiro semestre do ano passado.

Déficit acumulado e meta fiscal

Nos últimos 12 meses, o déficit acumulado chegou a R$ 144,1 bilhões, equivalente a 1,08% do PIB. Entre janeiro e junho, o déficit soma R$ 92,2 bilhões, valor superior aos R$ 11,3 bilhões do mesmo período de 2025.

A meta fiscal do governo para 2026 prevê superávit primário de R$ 34,3 bilhões (0,25% do PIB), desconsiderando gastos com precatórios e algumas despesas com saúde, educação e defesa. A margem de tolerância é de 0,25 ponto percentual, permitindo resultado zerado ou superávit de até 0,5% do PIB.

Na última revisão do Orçamento, o governo projetou superávit de R$ 10,8 bilhões após os abatimentos permitidos por lei. Sem esses descontos, a estimativa oficial aponta para déficit de R$ 52 bilhões.

Perguntas Frequentes

O que é déficit primário?

É a diferença entre receitas e despesas do governo, sem incluir gastos com juros da dívida pública. Quando as despesas superam as receitas, há déficit.

O que compõe o Governo Central?

O Governo Central reúne as contas do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central.

Qual a meta fiscal para 2026?

A meta prevê superávit primário de R$ 34,3 bilhões, com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB. Com abatimentos legais, o governo projeta superávit de R$ 10,8 bilhões.

Por que o déficit de junho foi o maior desde 2023?

O aumento reflete a combinação de crescimento real de 9% nas despesas totais, especialmente com Previdência e saúde, contra alta de 10,3% na receita líquida, insuficiente para cobrir os gastos.

Como os investimentos federais se comportaram?

Os investimentos cresceram 18% em junho, para R$ 7,75 bilhões, e 65,7% no semestre, totalizando R$ 49,8 bilhões.

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