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Exportações aos EUA crescem pela primeira vez após tarifaço de Trump

ResumoAs exportações brasileiras para os Estados Unidos cresceram 2,3% em maio, primeira alta após o tarifaço de Trump. O aumento foi puxado por commodities e manufaturados, conforme dados oficiais. O resultado representa alívio para o comércio bilateral, indicando resiliência do setor exportador brasileiro diante das barreiras tarifárias impostas pelo governo norte-americano.

As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram alta inédita após o tarifaço de Trump. Dados oficiais indicam crescimento de 2,3% em maio, puxado por commodities e manufaturados. O alívio, porém, é parcial: ainda há incertezas sobre novas tarifas.

São Paulo, SP
Vanessa Rocha
Vanessa Rocha Colunista de imóveis de alto padrão · 04 de julho de 2026 · 4 min de leitura
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Exportações aos EUA crescem pela primeira vez após tarifaço de Trump

Pela primeira vez desde a imposição das tarifas de Trump, as exportações brasileiras aos Estados Unidos registraram crescimento mensal. Em maio, o avanço foi de 2,3%, interrompendo uma sequência de quatro meses de queda. O dado, divulgado pelo Ministério da Economia, reflete uma recomposição parcial dos fluxos de aço, alumínio e carnes.

As exportações brasileiras aos EUA cresceram 2,3% em maio, a primeira alta após o tarifaço de Trump. O resultado foi puxado por embarques de aço, alumínio e carne bovina. Dados do Ministério da Economia mostram que o saldo comercial com os EUA voltou a ficar positivo.

O que o tarifaço de Trump mudou no comércio bilateral

O tarifaço de Trump, anunciado em março, impôs alíquotas de 25% sobre aço e alumínio e de 10% sobre uma cesta de produtos brasileiros. Segundo dados oficiais, as exportações caíram 12% em abril, a maior retração mensal desde 2020. A recuperação de maio, portanto, é um sinal de adaptação dos exportadores.

Setores que puxaram a alta

O crescimento de maio foi concentrado em três setores:

  • Aço e alumínio: exportações subiram 5,1%, impulsionadas por contratos de longo prazo e estoques pré-tarifa.
  • Carne bovina: alta de 4,3%, com frigoríficos redirecionando cargas de outros mercados.
  • Produtos químicos: avanço de 3,8%, puxado por resinas e fertilizantes.

A recomposição, no entanto, não é homogênea. Setores como calçados e móveis continuam em queda de dois dígitos.

A reação do governo brasileiro

O governo brasileiro adotou duas frentes. A primeira foi a abertura de consultas na OMC, questionando a legalidade das tarifas. A segunda, a negociação de cotas de exportação com os EUA. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, as conversas técnicas avançaram, mas sem prazo para conclusão.

Impacto no saldo comercial

Apesar da alta de maio, o saldo comercial com os EUA acumula déficit de US$ 1,2 bilhão no ano. Em igual período de 2025, o superávit era de US$ 800 milhões. A virada reflete a queda nas exportações e o aumento das importações de petróleo e gás norte-americanos.

Perspectivas para os próximos meses

A recuperação das exportações depende de três fatores. O primeiro é a manutenção das cotas negociadas, que expiram em setembro. O segundo, a evolução das tarifas sobre aço e alumínio, que podem ser reavaliadas após as eleições de meio de mandato nos EUA. O terceiro, a demanda interna americana, que segue aquecida.

Segundo analistas do setor, a retomada é frágil. Se as tarifas forem mantidas ou ampliadas, as exportações brasileiras podem voltar a cair. O mercado acompanha de perto o próximo relatório do Ministério da Economia, previsto para julho.

Como as empresas estão se adaptando

Exportadores brasileiros diversificaram destinos. Dados do Ministério da Economia mostram que as vendas para a China cresceram 8% em maio, compensando parcialmente as perdas nos EUA. Empresas também renegociaram contratos com compradores americanos, absorvendo parte do custo das tarifas.

O movimento é mais comum em setores com margens mais altas, como aço especial e carne premium. Em segmentos de baixo valor agregado, a saída foi reduzir embarques.

O que esperar do comércio bilateral no longo prazo

O tarifaço de Trump reposicionou o fluxo comercial. As exportações brasileiras aos EUA devem se estabilizar em patamar 15% a 20% inferior ao de 2025, segundo projeções de consultorias. A recuperação total depende de acordo comercial mais amplo, hoje fora da agenda.

Para o exportador brasileiro, o cenário exige planejamento. Quem diversificou mercados e produtos sofreu menos. Quem dependia exclusivamente dos EUA enfrenta retração mais severa.

Perguntas Frequentes

As exportações brasileiras aos EUA cresceram em maio?

Sim, cresceram 2,3% em maio, a primeira alta após o tarifaço de Trump.

Quais setores puxaram o crescimento?

Aço, alumínio e carne bovina foram os principais responsáveis pela alta.

O tarifaço de Trump ainda está valendo?

Sim, as tarifas de 25% sobre aço e alumínio e de 10% sobre outros produtos continuam em vigor.

O Brasil recorreu às tarifas na OMC?

Sim, o governo brasileiro abriu consultas na OMC e negocia cotas de exportação com os EUA.

O saldo comercial com os EUA melhorou?

Não. O saldo acumulado no ano é deficitário em US$ 1,2 bilhão, contra superávit de US$ 800 milhões em 2025.

As exportações devem continuar crescendo?

Depende da manutenção das cotas e da evolução das tarifas. A recuperação é frágil.

Impacto do tarifaço de Trump no agronegócio Como exportar para os EUA após as tarifas Alternativas de mercado para exportadores brasileiros

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