# Dólar sobe a R$ 5,19 após tom duro do Fed

> O dólar comercial subiu a R$ 5,196 nesta sexta-feira (28), após declarações duras do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, sobre a inflação. O Ibovespa fechou em alta de 0,30%, registrando oitava sessão consecutiva de ganhos. A moeda norte-americana refletiu o tom hawkish do Fed, enquanto o mercado acionário brasileiro manteve trajetória positiva.

*Realtor Brazil · Compra e Venda · 31 de agosto de 2026 · Carlos Henrique Maia*

O dólar subiu a R$ 5,196 nesta sexta-feira (28), após o tom duro do presidente do Fed, Kevin Warsh, sobre a inflação. Ibovespa fechou em alta de 0,30%, oitava sessão consecutiva de ganhos.

O dólar voltou a se aproximar de R$ 5,20 nesta sexta-feira (28), após o tom mais duro do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, sobre a inflação nos Estados Unidos. A moeda comercial fechou a semana vendida a R$ 5,196, alta de 0,62%, acumulando ganho de 1,06% na semana. No ano, porém, o dólar ainda registra queda de 5,34%. A bolsa de valores resistiu e garantiu a oitava sessão consecutiva de ganhos.

Durante praticamente toda a sessão, o dólar operou em alta, acompanhando a valorização da moeda estadunidense no exterior após o discurso de Warsh no simpósio de Jackson Hole. A moeda chegou a cair para R$ 5,1581 na abertura, mas ganhou força ao longo da manhã, atingindo a máxima de R$ 5,23, alta de 1,30%, por volta das 13h18. No fim do pregão, desacelerou. Segundo o Banco Central, a taxa PTAX de venda em 28/08/2026 foi R$ 5,2005.

A valorização ocorreu após Warsh afirmar, em seu primeiro discurso em Jackson Hole, que o Fed ainda terá trabalho a fazer caso não haja confiança de que a inflação subjacente (que desconsidera preços de alimentos, energia e hipotecas) esteja retornando de maneira clara e suficientemente rápida à meta de 2%. A sinalização aumentou os rendimentos dos títulos do Tesouro estadunidense e fortaleceu as apostas de uma eventual alta dos juros nos EUA em setembro. O título de dois anos do Tesouro estadunidense chegou a subir mais de 0,1 ponto percentual, atingindo rendimento de 4,35%. O índice DXY, que acompanha o dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,57% no fim da tarde, aos 99,668 pontos.

No Brasil, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) também influenciaram as expectativas para os juros. O país criou 58.568 vagas formais em julho, abaixo da estimativa das instituições financeiras. O dado reforçou a percepção de desaceleração do mercado de trabalho e aumentou as apostas de que o Banco Central poderá reduzir a Taxa Selic em setembro. A expectativa predominante é de um corte de 0,25 ponto percentual, para 13,75%, com possibilidade de nova redução em novembro. A Selic está atualmente em 14% ao ano, enquanto a taxa básica de juros dos EUA está na faixa de 3,50% a 3,75%.

Principal índice da B3, o Ibovespa encerrou o pregão em alta, embora tenha perdido força depois da divulgação do discurso de Warsh. O índice chegou a superar os 176 mil pontos no início da sessão, mas fechou aos 175.664,62 pontos, com alta de 0,30%. Foi a oitava alta consecutiva. Na semana, o Ibovespa acumulou valorização de 2,71%. Em agosto, porém, ainda registra queda de 1,31%. No acumulado de 2026, a alta chega a 9,02%. Os dados da B3 também mostram entrada líquida de recursos estrangeiros na bolsa paulista: até o último dado disponível, o saldo positivo nos quatro pregões anteriores somava R$ 1,3 bilhão. No acumulado de agosto, o fluxo estrangeiro ainda está negativo em R$ 18,7 bilhões.

Em Nova York, os principais índices acionários encerraram a sexta-feira em baixa, pressionados pela perspectiva de uma política monetária mais restritiva do Fed. O Dow Jones caiu 0,02%, aos 53.559,99 pontos. O S&P 500 recuou 0,25%, para 7.711,73 pontos. O Nasdaq teve queda de 0,52%, aos 26.402,42 pontos, após avançar mais de 1% na sessão anterior. A alta dos rendimentos dos títulos públicos dos EUA reduziu o apetite por ativos de maior risco e contribuiu para a queda das bolsas no país.

Para quem acompanha o câmbio, a recomendação é verificar a documentação de qualquer operação financeira antes de fechar negócio. No caso de contratos em dólar, por exemplo, a atenção redobrada com cláusulas de variação cambial evita surpresas. câmbio e contratos

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