Dólar cai para R$ 5,17 após recompra de títulos nos EUA
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Dólar cai para R$ 5,17 após recompra de títulos nos EUA

ResumoO dólar comercial recuou 0,86% e fechou em R$ 5,17, primeira cotação abaixo de R$ 5,20 em três sessões, após o Tesouro dos EUA anunciar recompra de títulos. O movimento cambial refletiu o alívio no mercado internacional. O Ibovespa subiu 0,90%, acompanhando o otimismo externo. A queda da moeda americana ocorreu em contexto de ajuste global de preços.

O dólar recuou 0,86% e fechou em R$ 5,17, primeira vez abaixo de R$ 5,20 em três sessões, após anúncio do Tesouro dos EUA. Ibovespa subiu 0,90%.

São Paulo, SP
Felipe Camargo
Felipe Camargo Editor de aluguel e locação · 25 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
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O dólar fechou em forte queda nesta quarta-feira, cotado a R$ 5,17, após o Tesouro dos Estados Unidos anunciar a ampliação das operações de recompra de títulos de longo prazo. A moeda recuou 0,86% no mercado à vista e encerrou o pregão pela primeira vez abaixo de R$ 5,20 após três sessões. Durante a manhã, por volta das 10h30, chegou a R$ 5,15.

O movimento acompanhou a desvalorização do dólar no exterior. O Tesouro estadunidense afirmou que poderá dobrar o volume de algumas operações de recompra de títulos com vencimentos entre 10 e 30 anos. As operações, previstas entre 9 de setembro e 4 de novembro, terão volume de pelo menos US$ 4 bilhões por operação, ante US$ 2 bilhões anteriormente. Isso reduziu a pressão sobre os juros dos Treasuries e aumentou o apetite global por ativos de risco.

Na véspera, o dólar comercial tinha fechado a R$ 5,22, no maior valor desde 30 de março, quando encerrou a R$ 5,24. Apesar da queda no pregão, a moeda ainda acumula alta de 1,83% na semana e de 2,09% em agosto. Em julho, havia registrado queda de 1,79%.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,87% no fim da tarde, aos 98,793 pontos. O Ibovespa avançou 0,90%, aos 167.830,27 pontos, interrompendo uma sequência de 11 pregões consecutivos de queda, a mais longa desde 2023. O índice chegou a superar os 170 mil pontos durante o dia, atingindo máxima de 170.340,60 pontos, mas perdeu força ao longo da sessão. A mínima foi de 166.334,73 pontos.

A alta foi sustentada principalmente por ações de grande peso, incluindo petroleiras, mineradoras e bancos. Nos 11 pregões anteriores, o Ibovespa havia acumulado perda de 6,55%.

A ata da reunião de julho do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) também esteve no radar, mas teve impacto limitado sobre o dólar. O documento mostrou preocupação com a inflação. Segundo a ata, vários integrantes do Fomc estavam dispostos a elevar os juros, mas muitos consideravam necessário um aumento caso a inflação não convergisse para a meta de 2%.

Apesar da recuperação, o mercado acionário brasileiro continua sob influência de fatores domésticos, como o nível elevado dos juros e as expectativas relacionadas ao cenário eleitoral. A saída de capital estrangeiro também permanece no radar. Até 17 de agosto, o saldo de investimentos estrangeiros na bolsa brasileira estava negativo em R$ 18,6 bilhões.

A combinação entre o cenário internacional e as condições domésticas mantém o mercado sujeito a oscilações. Nesta quarta, porém, o alívio nos títulos públicos dos EUA e a maior disposição global para assumir risco favoreceram o real e as ações brasileiras. câmbio e investimentos

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