Dinheiro esquecido nos bancos sobe para R$ 5,65 bi em julho
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Dinheiro esquecido nos bancos sobe para R$ 5,65 bi em julho

ResumoO Sistema de Valores a Receber (SVR) do Banco Central registra R$ 5,65 bilhões em dinheiro esquecido em bancos e instituições financeiras em julho. Pessoas físicas detêm R$ 4,25 bilhões desse montante. A consulta ao SVR é gratuita e deve ser feita apenas no site oficial do BC, evitando links suspeitos.

Dinheiro esquecido em bancos e instituições financeiras soma R$ 5,65 bilhões em julho, segundo o Banco Central. Pessoas físicas têm R$ 4,25 bilhões a receber. Saiba como consultar pelo SVR e evitar golpes.

São Paulo, SP
Felipe Camargo
Felipe Camargo Editor de aluguel e locação · 08 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
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O dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras somou R$ 5,65 bilhões em julho, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados nesta terça-feira (8). O valor representa alta frente aos R$ 5,12 bilhões registrados em junho, interrompendo uma trajetória de queda que vinha sendo influenciada pelo uso de parte dos recursos em programas de renegociação de dívidas.

Do montante disponível, R$ 4,25 bilhões pertencem a 23,57 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,40 bilhão podem ser resgatados por aproximadamente 2,19 milhões de empresas. Os recursos estão concentrados nos bancos, seguidos por administradoras de consórcios e cooperativas. Administradoras de consórcio respondem por R$ 1,96 bilhão; instituições de pagamento, por R$ 353,4 milhões; corretoras e distribuidoras, por R$ 69,4 milhões.

A maior parcela dos beneficiários, porém, tem valores baixos a receber. As origens variam: contas encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, recursos de consórcios encerrados e cotas de cooperativas de crédito.

Desde a criação do Sistema de Valores a Receber (SVR), o BC já devolveu mais de R$ 16 bilhões. Até julho, R$ 11,9 bilhões foram para pessoas físicas e R$ 4,2 bilhões, para empresas. Somando devolvidos e disponíveis, o sistema identificou cerca de R$ 21,8 bilhões em recursos. Só em julho, R$ 323 milhões foram resgatados.

O Banco Central alerta que a consulta é gratuita e deve ser feita apenas nos canais oficiais. O BC não envia links nem pede senhas. Entre as recomendações: não clicar em links recebidos por SMS, WhatsApp, Telegram ou e-mail; não fornecer códigos de autenticação; não pagar taxas para liberar o dinheiro; conferir a instituição no SVR.

Para consultar, basta informar CPF e data de nascimento (pessoas físicas) ou CNPJ (empresas). Havendo valores, o resgate exige conta Gov.br de nível prata ou ouro e aceite do termo de responsabilidade. Quando disponível, a opção "Solicitar por aqui" permite devolução via Pix. Sem Pix, o sistema orienta contato direto com a instituição. Desde maio de 2025, é possível habilitar o pedido automático de devolução, com verificação em duas etapas e chave Pix vinculada ao CPF. Herdeiros e representantes legais também podem consultar valores de pessoas falecidas, cumprindo as exigências do sistema.

A alta de julho ocorre em um cenário de juros ainda elevados, o que pode explicar parte da lentidão no resgate: para muitos titulares, o valor esquecido é pequeno e não compensa o esforço. Mas, para quem tem contas a pagar ou dívidas a renegociar, o montante pode fazer diferença. O contrato aqui é com o próprio bolso: vale a pena conferir se há algo a receber antes de decidir onde aplicar ou como quitar compromissos.

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