Copa do Mundo feminina no Brasil deve movimentar R$ 8,8 bilhões - Impacto econômico
A Copa do Mundo feminina no Brasil deve movimentar R$ 8,8 bilhões na economia, com destaque para setores como turismo, hotelaria e alimentação. Estimativa do Ministério do Esporte aponta impacto significativo em 12 cidades-sede, com geração de empregos temporários e aumento na ar
Copa do Mundo feminina no Brasil deve movimentar R$ 8,8 bilhões
A Copa do Mundo feminina de futebol, sediada no Brasil em 2027, deve gerar uma movimentação econômica de R$ 8,8 bilhões, conforme estimativa do Ministério do Esporte. O valor engloba investimentos diretos e indiretos em 12 cidades-sede, com impacto nos setores de turismo, hotelaria, alimentação e serviços. A expectativa é que o evento atraia cerca de 1,5 milhão de turistas, entre nacionais e estrangeiros, e crie aproximadamente 150 mil postos de trabalho temporários.
Estimativa de impacto econômico da Copa feminina
De acordo com o Ministério do Esporte, a Copa do Mundo feminina no Brasil deve movimentar R$ 8,8 bilhões, montante que supera edições anteriores. O estudo, divulgado em março de 2026, considera gastos com infraestrutura esportiva (R$ 1,2 bilhão), transporte (R$ 800 milhões) e segurança (R$ 400 milhões). O restante do valor, R$ 6,4 bilhões, refere-se ao consumo direto de turistas e à cadeia produtiva de serviços.
Comparação com edições anteriores
A movimentação prevista para 2027 é 35% superior à registrada na Copa feminina de 2023, na Austrália e Nova Zelândia, que gerou cerca de R$ 6,5 bilhões (em valores corrigidos). O aumento reflete o maior porte do evento no Brasil, que terá 12 cidades-sede contra 9 da edição anterior.
Setores mais beneficiados
O turismo deve ser o setor mais impactado, com injeção estimada de R$ 3,2 bilhões em hotelaria, alimentação e transporte. A hotelaria, sozinha, deve faturar R$ 1,5 bilhão, com ocupação média prevista de 85% durante o evento. O comércio e serviços, incluindo bares, restaurantes e lojas, devem movimentar R$ 2,8 bilhões. A construção civil, com obras em estádios e mobilidade urbana, responde por R$ 1,2 bilhão. A geração de empregos temporários, estimada em 150 mil vagas, concentra-se nos setores de serviços e construção.
Geração de empregos e arrecadação
Segundo o Ministério do Trabalho, a Copa deve criar 150 mil postos de trabalho temporários, com destaque para funções em hotéis, restaurantes, transporte e segurança. A arrecadação de impostos federais, estaduais e municipais deve aumentar em R$ 1,1 bilhão, considerando ISS, ICMS e tributos federais sobre consumo e renda.
Cidades-sede e infraestrutura
As 12 cidades-sede escolhidas pela FIFA incluem São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza, Manaus, Belém e Cuiabá. Cada uma receberá investimentos em estádios, aeroportos e mobilidade urbana. O governo federal destinou R$ 400 milhões para obras de acessibilidade e modernização de terminais aeroportuários. As prefeituras, por sua vez, investirão R$ 300 milhões em melhorias viárias e sinalização turística.
Legado para o esporte feminino
Além do impacto econômico, a Copa deve impulsionar o futebol feminino no Brasil. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou investimento de R$ 50 milhões em categorias de base e centros de treinamento. A expectativa é que o número de praticantes de futebol feminino cresça 20% nos próximos cinco anos.
Desafios e ressalvas
Apesar das projeções positivas, especialistas apontam riscos. A estimativa de R$ 8,8 bilhões depende de fatores como câmbio, inflação e demanda turística. O Ministério do Esporte ressalta que o valor é uma projeção, não uma garantia. A organização do evento também enfrenta desafios logísticos, como a adequação de estádios e a segurança em grandes centros urbanos.
Comparação com outros eventos
Para efeito de contexto, a Copa do Mundo masculina de 2014, no Brasil, movimentou R$ 30 bilhões (em valores de 2014). A edição feminina de 2027, portanto, representa cerca de 29% da movimentação masculina, mas com custos proporcionalmente menores, já que não exigiu construção de novos estádios, apenas reformas.
Perguntas Frequentes
Quanto a Copa do Mundo feminina no Brasil deve movimentar?
Segundo o Ministério do Esporte, a Copa deve movimentar R$ 8,8 bilhões na economia brasileira.
Quais setores serão mais beneficiados?
Turismo (R$ 3,2 bilhões), comércio e serviços (R$ 2,8 bilhões) e construção civil (R$ 1,2 bilhão) são os principais.
Quantos empregos temporários serão gerados?
A estimativa é de 150 mil postos de trabalho temporários, segundo o Ministério do Trabalho.
Quantas cidades-sede terá o evento?
Serão 12 cidades-sede: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza, Manaus, Belém e Cuiabá.
Qual o legado para o futebol feminino?
A CBF investirá R$ 50 milhões em base e centros de treinamento, com expectativa de crescimento de 20% no número de praticantes.
A estimativa de R$ 8,8 bilhões é garantida?
Não. O Ministério do Esporte classifica o valor como projeção, sujeita a variações cambiais, inflação e demanda turística.
Impacto econômico de grandes eventos esportivos no Brasil Turismo e Copa do Mundo: oportunidades e desafios Futebol feminino no Brasil: evolução e perspectivas