# Brasil fecha junho com saldo positivo de 145.161 empregos; veja setores

> O Brasil registrou saldo positivo de 145.161 empregos formais em junho, conforme o Novo Caged. O setor de Serviços liderou a geração de vagas, com 74.514 postos. O salário médio de admissão subiu para R$ 2.404,34. O resultado de junho foi inferior ao do mesmo mês de 2025.

*Realtor Brazil · Compra e Venda · 29 de julho de 2026 · Vanessa Rocha*

O Brasil fechou junho com saldo positivo de 145.161 empregos formais, segundo o Novo Caged. Serviços lideram com 74.514 vagas, e o salário médio de admissão subiu para R$ 2.404,34. O resultado, porém, é inferior ao do mesmo mês de 2025.

O Brasil fechou o mês de junho com saldo positivo de 145.161 empregos com carteira assinada, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgado nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado decorreu de 2.220.131 admissões e de 2.074.970 desligamentos. O estoque de empregos formais no período foi de 48.032.308, uma variação de 0,30% em relação a maio. No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo chega a 942.854 empregos.

Em junho de 2026, o Brasil registrou saldo positivo de 145.161 empregos com carteira assinada, segundo o Novo Caged do Ministério do Trabalho e Emprego. Foram 2.220.131 admissões contra 2.074.970 desligamentos. O setor de Serviços liderou com 74.514 vagas, seguido pela Agropecuária (22.898) e Comércio (19.177). O salário médio real de admissão foi de R$ 2.404,34.

## Serviços e Agropecuária puxam saldo de empregos em junho

Todos os cinco grandes agrupamentos de atividades econômicas apresentaram resultado positivo em junho. O setor de Serviços fechou o mês com 74.514 postos, a Agropecuária registrou saldo de 22.898 vagas e o Comércio, 19.177. A Indústria ficou com 4.438 postos, enquanto a Construção Civil gerou 14.136 vagas.

Para quem acompanha o mercado de trabalho, os números indicam que a retomada segue concentrada em setores de maior capilaridade. Os Serviços, sozinhos, responderam por mais da metade do saldo líquido do mês.

## Região Sudeste lidera na geração de vagas

No recorte regional, o Sudeste veio na frente com 70.383 postos, um incremento de 0,29% sobre maio. O Nordeste gerou 34.433 postos (0,43%), o Centro-Oeste, 19.617 (0,46%), o Sul, 10.453 (0,12%), e o Norte, 9.633 (0,40%).

Entre os estados, 25 tiveram saldo positivo. Em números absolutos, São Paulo se destacou com 34.981 postos, Minas Gerais com 20.805 e Rio de Janeiro com 16.856 vagas. Já os estados com menor saldo foram Espírito Santo (saldo negativo de 2.259 vagas), Tocantins (negativo de 135 postos) e Rondônia (108 postos).

Proporcionalmente, o Amapá gerou 1.111 vagas, o Acre, 980 postos, e Mato Grosso, 8.258 postos.

## Salário médio de admissão sobe para R$ 2.404

O salário médio real de admissão em junho foi de R$ 2.404,34. Comparado ao mês anterior, houve um aumento real de R$ 16,90. O dado reforça uma leve recuperação do poder de compra dos novos contratados, ainda que o valor nominal esteja distante do pico histórico.

## Jovens e pardos concentram as contratações

Os jovens de 18 a 24 anos representaram 100.597 vagas nas contratações, e os adolescentes até 17 anos, 24.833 vagas. Para o grupo de 25 a 29 anos, o saldo foi de 13.007 vagas, e o de 30 anos ou mais, 6.724.

Os trabalhadores de raça/cor parda somaram 106.176 postos, enquanto a branca registrou 28.636 postos e a preta, saldo de 20.199 postos.

## Queda na comparação com 2025 e a leitura do ministro

Apesar do resultado positivo, os números do Caged mostram uma queda em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram criadas 161.999 vagas de emprego. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, credita a queda à política de juros do Banco Central (BC), que contrai a economia.

O BC vem reduzindo em ritmo lento a taxa de juros básica, a Selic. Em sua última reunião, fez um corte de 0,25 ponto percentual, que deixou a taxa em 14,25% ao ano. "Isso é o comportamento da economia desacelerando e você tem como evidente a contradição dos juros", avalia Marinho.

O ministro também creditou os números ao tarifaço aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a diversos produtos brasileiros e aos conflitos internacionais. "São números positivos levando em consideração os juros que estamos praticando, levando em consequência o tarifaço e as guerras. O tarifaço e principalmente as guerras deram uma mexida no humor do petróleo global", acrescentou.

## O que esperar do mercado de trabalho nos próximos meses

Com a Selic ainda em patamar elevado (14,25% ao ano), a tendência é de desaceleração gradual na geração de empregos formais. O ministro Luiz Marinho aponta que juros altos comprimem o consumo e o investimento, o que afeta diretamente as contratações. Selic impacto emprego

Para quem busca uma vaga, os setores de Serviços e Agropecuária seguem como os mais aquecidos. Já a Indústria e a Construção Civil, embora positivas, mostram ritmo mais moderado. como conseguir emprego em 2026

## Perguntas Frequentes

### O que é o Novo Caged?

O Novo Caged é um indicador do Ministério do Trabalho e Emprego que mede a diferença entre contratações e demissões de trabalhadores com carteira assinada.

### Quantos empregos foram criados em junho de 2026?

Foram 145.161 vagas com carteira assinada, resultado de 2.220.131 admissões e 2.074.970 desligamentos.

### Qual setor gerou mais empregos em junho?

O setor de Serviços liderou com 74.514 postos, seguido pela Agropecuária (22.898) e Comércio (19.177).

### Qual foi o salário médio de admissão em junho?

O salário médio real de admissão foi de R$ 2.404,34, um aumento real de R$ 16,90 em relação a maio.

### Por que o número de vagas caiu em relação a 2025?

O ministro Luiz Marinho atribui a queda à política de juros do Banco Central, ao tarifaço dos EUA e aos conflitos internacionais.

### Qual estado gerou mais empregos em junho?

São Paulo liderou com 34.981 postos, seguido por Minas Gerais (20.805) e Rio de Janeiro (16.856).

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Fonte (canonical): https://realtorbrazil.com.br/compra-e-venda/brasil-fecha-mes-junho-saldo-positivo-145161-empregos/
